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Trabalho informal é a opção

Stelios distribui panfletos de operadores de turismo nos principais pontos turísticos de Atenas. Mas é, na realidade, engenheiro mecânico. A empresa que trabalhava faliu e ele agora é obrigado a viver com menos de 500 por mês. Com 31 anos, já pensa em sair da Grécia e buscar trabalho na Alemanha ou na França.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2011 | 03h05

O engenheiro é o exemplo da deterioração do nível de vida dos jovens e da explosão da economia informal no país. Segundo a Universidade Linz, da Áustria, a Grécia teria hoje a maior economia informal da Europa, com 25% do país à sombra da legalidade. No Reino Unido, por exemplo, a economia informal é de apenas 10% da economia geral.

Stelios conta que não tinha opção. "Precisava pelo menos de dinheiro para comer." Irônico, diz que sempre que encontra um turista alemão conta seu drama. Berlim é um dos governos que mais resistem em liberar recursos para a Grécia e exige duras medidas de austeridade. Stelios trabalha sem contrato, sem direitos, sem férias e, na realidade, dá graças a Deus por ter uma renda. "Um em cada três jovens gregos estão em casa, sem trabalho."

A economia informal grega, que já era importante antes mesmo da crise, se transformou numa realidade em todos os setores depois que o governo aumentou os impostos. Mas essa explosão da economia informal pode minar a tarefa do Estado em sanar o buraco em suas contas. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, dos 33 bilhões que deveria arrecadar a cada ano, o governo grego consegue obter apenas 8 bilhões. / J.C.

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