Trader do Société Genéralé operava com 50 bi de euros

Segundo conselheiro de Sarkozy, trader operava com mais que o mercado de capitalização do banco

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2008 | 13h57

O operador que fraudou o Société Genéralé em 4,9 bilhões de euros tinha mais de 50 bilhões de euros em posições, afirmou Raymond Soubie, conselheiro do presidente Nicolas Sarkozy. O assessor usou o caso para pedir "maior transparência" e controle na movimentação de capitais. Veja também: Société Générale perde prestígio após fraude de US$7 bilhões Operador provoca rombo recorde de ? 4,9 bi no 2º maior banco francês Operações são consideradas simples na bolsa Queda nas bolsas foi acentuada pela fraude Barings quebrou após desvios "Questões sobre os controles internos do sistema bancário terão de ser respondidas. É muito espantoso que apenas uma pessoa tenha construído uma posição de mais de 50 bilhões de euros sem ser apanhada", afirmou Soubie à televisão francesa. Os comentários de Soubie significam que Jerome Kerviel, o trader fraudador, operava com mais que o atual mercado de capitalização do banco, que é de 35,9 bilhões de euros.  "É um caso surpreendente, mas uma vez que a administração do banco diz isso, por que não acreditarmos neles?", questionou Soubie. "De qualquer modo, há investigações em andamento sobre este assunto e vamos descobrir exatamente o que aconteceu", declarou Soubie. Nota rebaixada Depois da descoberta da fraude, a agência de classificação de risco de crédito Moody's decidiu rebaixar a nota de crédito (rating) de solidez financeira do banco francês Société Générale de "B" para "B-" e das dívidas de longo prazo e depósitos de "Aa1" para "Aa2". A perspectiva para o rating de solidez é negativa, enquanto a das dívidas de longo prazo e depósitos é estável.

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