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Trading Glencore avalia oferta pública inicial e atrai interesse de fundo do Catar

A Glencore está provendo analistas com informações aprofundadas sobre seus negócios antes de uma possível mega abertura de capital que poderia envolver a aquisição pelo Catar de uma participação na maior trading global em commodities.

KYLIE MACLELLAN E REGAN E DOHERTY, REUTERS

28 de fevereiro de 2011 | 16h28

Caso o processo siga em frente, uma oferta pública inicial (IPO) da Glencore poderia avaliar a companhia em até 60 bilhões de dólares, de acordo com estimativas da Liberum Capital, tornando a companhia a maior já listada na Europa.

"Apesar de nenhuma decisão final ter sido tomada, uma oferta inicial permanece uma das opções", disse uma fonte familiarizada com a situação. O processo foi apelidado de "Projeto Galaxy", disseram fontes.

O Catar, um dos fundos soberanos considerados como "pedra fundamental" na operação, está considerando investir na Glencore, disse o primeiro-ministro do país nesta segunda-feira.

"Estamos estudando o assunto no momento. Eu acredito que teremos um encontro aqui em Doha nos próximos dois dias", disse o primeiro-ministro do Estado no Golfo, Sheikh Hamad bin Jassim bin Jabr al-Thani.

A listagem pública permitiria à Glencore, atualmente uma sociedade, manter o crescimento mesmo se parceiros decidirem sair.

A medida também ajudaria a impulsionar o balanço da trading, com sede na Suíça, tranquilizando empresas de rating de crédito, e permitindo que ela faça grandes aquisições usando as ações como pagamento.

A direção da Glencore, liderada pelo presidente executivo Ivan Glasenberg, está enviando informações sobre a empresa a analistas como forma de melhorar o entendimento sobre a companhia e suas operações, acrescentou uma fonte.

A Glencore também pretende levar analistas para visitas às unidades da empresa em locais como Casaquistão e África, disse uma segunda fonte. Estas são situações comuns em negócios de grande escala, especialmente onde as companhias têm ativos físicos como minas.

A Glencore pode ofertar 20 por cento ou mais de suas ações, possivelmente divididas entre Londres e Hong Kong, levantando até 16 bilhões de dólares. Se atingir este montante, a operação da Glencore teria o mesmo tamanho que a maior IPO da Europa até o momento, a abertura da italiana Enel SpA em 1999 levantou 16,6 bilhões de dólares.

Um negócio deste porte representaria um grande pagamento para bancos de investimento --possivelmente entre 300 milhões e 400 milhões de dólares-- e uma grande valorização para os cerca de 500 sócios da firma.

A Glencore, cuja fatia de um terço da mineradora Xstrata é considerado um ativo-chave, também deve começar a conversar com possíveis grandes investidores que devem subscrever grandes porções, disse uma segunda fonte familiar com a situação.

(Reportagem adicional de Julie Crust e Quentin Webb, de Londres)

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