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Tráfego global de passageiros sobe 5,6% em setembro

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) divulgou hoje que o tráfego global de passageiros em setembro aumentou 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado, acima da expansão anual de 4,6% registrada em agosto. Já o transporte de carga recuou 2,7% em setembro, após uma contração anual de 2,4% em agosto.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

31 de outubro de 2011 | 16h10

"A força da demanda de passageiros em setembro foi uma surpresa agradável. Já a demanda de cargas caiu pelo quinto mês seguido, e essa tendência está em linha com a queda na confiança de empresas e consumidores. Nós ainda esperamos um enfraquecimento generalizado no tráfego de passageiros até o fim do ano", comentou Tony Tyler, diretor-geral e executivo-chefe da Iata, em nota divulgada no site da instituição.

A associação afirma também que a expansão no tráfego de passageiros em setembro pode ser atribuída às condições robustas nos mercados emergentes e viagens agendadas no começo do ano, quando o otimismo econômico era maior. As companhias aéreas da América Latinha registraram o maior aumento na demanda, com expansão de 10,6%. A demanda na Europa cresceu 9,2%. Segundo a Iata, a desvalorização do euro tem atraído turistas para o continente.

A taxa de ocupação no transporte global de passageiros ficou em 79,5% em setembro, pouco abaixo da marca de 80,1% registrada no mesmo mês de 2010. As maiores taxas de ocupação foram registradas na América do Norte (82,6%) e Europa (82,4%). A taxa de ocupação na região Ásia-Pacífico caiu para 76,0%, com muitas companhias recebendo novas aeronaves.

No Brasil, os voos domésticos registraram um aumento de 7,5% no tráfego de passageiros em setembro. A capacidade avançou 14,6%.

Em relação ao transporte de carga, o tráfego global teve queda de 5% no terceiro trimestre, na comparação com o primeiro trimestre. As companhias da região Ásia-Pacífico registraram redução de 6,3% só em setembro. Um dos motivos é o terremoto seguido de tsunami no Japão em março, que afetou a cadeia de abastecimento e prejudicou o transporte de cargas.

E a confiança das companhias aéreas para os próximos 12 meses se deteriorou mais em setembro, com previsões de queda significativa na rentabilidade e aumento nos custos. A Iata prevê que a rentabilidade do setor cairá para US$ 6,9 bilhões este ano e US$ 4,9 bilhões em 2012.

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