Tramontina desafia a lógica e ganha mercado nos EUA

A Tramontina está desafiando a lógica do capitalismo moderno. Enquanto o mundo inteiro transfere fábricas para a Ásia, onde os custos são mais baixos, a brasileira resolveu fazer o caminho contrário. Ela já produz 50 mil panelas de alumínio por dia na mesma planta do Estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, ocupada até pouco tempo atrás por uma de suas principais concorrentes, a americana Mirro, que fechou os portões para tentar a sorte na China e no México. A estratégia às avessas ainda pode ir além: a Tramontina já comprou terreno e estuda a possibilidade de construir, dentro de cinco anos, uma segunda fábrica, em Houston, no Texas, ao lado da sede e do centro de distribuição da companhia nos EUA.A empresa fez as contas e concluiu que fazer uma panela na China e levá-la até os EUA, seu principal mercado fora do Brasil, sairia mais caro do que fabricá-la localmente. Ou seja: a empresa optou por perder em mão-de-obra, mas ganhar em agilidade e não pagar pela burocracia nem pelas tarifas de importação e de transporte. "Foi uma boa oportunidade que surgiu. A fábrica era completamente automatizada, o que aliviaria os custos de mão-de-obra, e exigiu um investimento mínimo", diz o presidente da companhia, Clovis Tramontina. No mercado americano, a lógica dominante é oposta: mais da metade das panelas vendidas no país é fabricada no exterior. A aposta, ousada à primeira vista, está dando certo por enquanto. A Tramontina alugou a fábrica no fim de 2006, passou a produzir em plena carga a partir do ano passado e já está, neste início de ano, com a produção vendida até julho. Ela atualmente produz no país um terço de suas vendas locais. O resto vem do Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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