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Transbrasil dará descontos de até 58%

Os descontos de até 58% nos preços das passagens para todos os vôos domésticos em fevereiro, anunciados esta semana pela Transbrasil, podem não ser apenas uma resposta à entrada das novas companhias aéreas no mercado de aviação brasileiro, prometendo tarifas mais baixas. A estratégia da Transbrasil, na verdade, é sobretudo um meio para obter recursos a curto prazo e antecipar receitas da alta temporada e não deve marcar o início de uma nova guerra de tarifas na aviação.Segundo o gerente-geral de Vendas e Carga da Transbrasil, Pedro Matos, um dos principais objetivos da promoção é deslocar para fevereiro parte das vendas de janeiro, um mês em que há excesso de procura. "Ao contrário do que se pensa, queremos continuar a ter a liberdade de cobrar preços mais altos para passageiros que não querem ou não podem se programar com antecedência", diz.Transbrasil investe para retomar ponte Rio-São PauloRecentemente, a Transbrasil recebeu R$ 5 milhões do Fórum das Agências de Viagem Especializadas em Contas Comerciais (Favec), antecipando vendas de passagens que ocorreriam durante o ano. A empresa teria lançado mão do recurso - que costuma sair caro para as companhias, por causa do deságio nos preços das passagens - para alugar novos aviões e voltar a operar na ponte aérea Rio-São Paulo.Outro projeto da empresa é a reforma de um Boeing 737-300, que foi retomado da Vasp por uma empresa de leasing e passou meses guardado no hangar da Transbrasil. A empresa estava na fila para alugar a aeronave. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o veículo foi para outro hangar, em Brasília, onde será consertado e depois utilizado também na ponte aérea.As outras grandes não alterarão tarifasVarig, TAM e Vasp garantem, por meio de suas Assessorias de Imprensa, que devem manter suas suas tarifas e políticas promocionais durante as próximas semanas. Mesmo a Rotatur, empresa do grupo Varig que opera com tarifas mais baixas em horários noturnos, anunciou que não vai abaixar seus preços para fazer frente à concorrência. "Nossas tarifas já são muito econômicas e não vamos reduzir mais porque senão passaríamos a operar com prejuízo", disse Itaci Sotero, diretor comercial da Rotatur.O anúncio feito pelo governo, no início da semana, de que serão cortados os subsídios ao querosene de aviação, e a falta de sinalização quanto ao fim da política de controle de preços das passagens aéreas são os principais fatores que levam os especialistas do mercado a acreditar que dificilmente as empresas aéreas com o caixa mais equilibrado adotariam, no momento, políticas de descontos ainda mais agressivas que as anunciadas no fim do ano.

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