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Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Transbrasil não tem plano de retomada de vôo, diz DAC

O diretor-geral do Departamento de Aviação Civil (DAC), Venâncio Grossi, afirmou que o departamento não recebeu até hoje nenhum plano de retomada das operações da Transbrasil, companhia em situação pré-falimentar, parada desde 3 de dezembro de 2001. Mesmo assim, Grossi voltou a dizer que o DAC não vai retirar a concessão da empresa. "Não há motivo para cassar a concessão deles; eles resolveram parar, então pararam", disse Grossi.Por lei, o governo tem o direito de retomar a concessão da Transbrasil desde 3 de junho. O essencial, segundo ele, foi a retirada do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta) por falta de estrutura e segurança de vôo. "Isso foi feito para garantir a segurança dos passageiros", disse, ontem à noite, em palestra realizada a empresários do setor do comércio em São Paulo.Questionado sobre a responsabilidade do governo em relação à situação crítica das empresas aéreas, Grossi afirmou que o setor é atualmente regulado pelo mercado, e que as companhias podem ou não ter problemas de gerenciamento. "Este é o caso da Transbrasil. Ela sempre foi a empresa mais débil entre as maiores", declarou, ao acrescentar que o DAC tem notícias de dificuldades financeiras da companhia desde 1979.CustosGrossi declarou que, depois da liberação tarifária de 1998, as companhias aéreas passaram a conviver com as dificuldades da alta competição e terão, cada vez mais, de aprender a cortar custos. "Hoje, quem não tem tarifas e não sabe reduzir custos, vai sair do mercado".Para Grossi, o setor aéreo cresceu muito a partir dos anos 90, quando se livrou das amarras do controle estatal. Até 1999, o País tinha oito empresas aéreas regulares. Atualmente, tem 24. As empresas não regulares (de ?charter?, ou fretamento) são nove e as de táxi aéreo somam 395, segundo o DAC. O número de aeronaves em funcionamento é de 10,5 mil e o de helicópteros, 963.Segundo Grossi, o governo manterá o controle dos slots (permissões de vôo e decolagem) nos principais aeroportos, para evitar monopólios de uma só companhia. Atualmente, o número de slots em cada aeroporto é limitado a até 37% do total para cada empresa. "Queremos evitar o erro dos EUA, onde não há limite de slots; com isso, algumas companhias dominam determinados hubs (bases aeroportuárias) e cobram as tarifas que querem".Por fim, o diretor do DAC afirmou que está confiante na promulgação do projeto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no mês que vem. O Congresso voltou a discutir o texto, que foi reformulado. O projeto prevê a criação da agência, que irá substituir o Departamento de Aviação Civil (DAC). "Com certeza, isso vai sair este ano", disse Grossi.

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