Transformação digital: a chegada de Startups na B3, a bolsa do Brasil
Conteúdo Patrocinado

Transformação digital: a chegada de Startups na B3, a bolsa do Brasil

Startups olham para a abertura de capital na busca por recursos. Em 2021, 11 empresas de tecnologia acessaram o mercado de capitais

B3, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

04 de maio de 2022 | 12h00

As startups têm sido a porta de entrada para muitos brasileiros que pensam em empreender. Atualmente, o País tem 14.065 startups distribuídas em 78 comunidades e 710 cidades brasileiras. Para se ter uma ideia, em 2015 eram 4.100 startups em todo o País, ou seja, crescimento de cerca de 250% em seis anos, conforme dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Muitas dessas empresas estão encontrando no mercado de capitais o aliado para fazer expandir suas operações.

“O mundo das startups vem passando por círculo virtuoso com excesso de liquidez, que é reflexo de uma agenda de transformação digital para as companhias brasileiras, ao passo que o mercado de capitais se tornou mais democrático com tíquetes melhores”, diz Rafaela Vesterman Araújo, gerente de relacionamento com empresas da B3, a bolsa do Brasil, ao lembrar que o primeiro unicórnio brasileiro nasceu em 2018 e hoje temos mais de 20.

De acordo com dados da B3, a primeira abertura de capital de startup no Brasil ocorreu no início de 2020 e no ano passado, 24% dos IPOs ocorreram neste setor.

Entre as startups que abriram capital ano passado está a GetNinjas. “No fim de 2020, estávamos buscando uma quarta rodada de captação de recursos e nessas conversas com algumas pessoas do mercado financeiro foi quando surgiu a ideia de fazer um IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês)”, comenta Eduardo L’Hotellier, CEO da Get Ninjas.

A jornada para a abertura de capital para uma startup passa por processos semelhantes ao de outras companhias. “Geralmente as startups são mais novas, com foco em alto crescimento, cultura voltada para inovação. Crescem muito rápido e o desafio é fazer com que os controles acompanhem essa trajetória de crescimento”, comenta Rafaela Araújo. “Quando se decide olhar para a abertura de capital, é importante olhar primeiro para dentro de casa, especialmente em relação aos controles internos”, complementa a representante da B3.

O segundo aspecto, comenta ela, é que são operações muito diferenciadas. O desafio é como comunicar e explicar para o investidor esse modelo de negócio. “Essas empresas costumam ter contato mais prévio do que outras companhias quando decidem abrir capital. E, como normalmente são muito novas, as coisas acontecem de forma acelerada”, diz Rafaela Araújo.

O executivo da Get Ninjas comenta que a sua empresa passou por um longo processo de preparação e amadurecimento antes de fazer o IPO. “A ideia começou a ser ventilada por volta de agosto de 2020 e iniciamos o processo efetivamente em outubro de 2020. Testamos bastante o mercado antes da abertura de capital em maio de 2021”, conta Eduardo L’Hotellier.

Rafaela ensina que para fazer a abertura de capital é necessário ser uma S/A, ter demonstração financeira auditada e controle interno eficiente. “Os requerimentos são os mesmos, mas, como normalmente são empresas muito jovens, essa parte de controles é muito importante”, diz.

Entre as vantagens estão a atração de talentos, a conquista de maior visibilidade para a empresa, e a possibilidade de que o cliente vire investidor. “Um dos benefícios intangíveis é atração de talentos, porque tem mais exposição de marca, e isso é relevante. A empresa também passa a ter contato com investidores e analistas com contato com o mundo inteiro”, comenta Rafaela.

Para Eduardo L’Hotellier, a companhia percebeu que faria mais sentido fazer oferta de ações porque teria uma empresa mais madura e tornaria a marca mais forte em relação aos seus clientes, que também poderiam ser investidores. No IPO, a GetNinjas fez a captação de R$ 320 milhões primário, dando operação de R$ 480 milhões entre primário e secundário.

O montante será usado para investir na marca, preparar plataforma do ponto de vista tecnológico para o desenvolvimento deste mercado e fazer aquisições de outras companhias que podem acelerar esse crescimento. “A companhia já tinha investimento de fundo equity há 10 anos, então já tínhamos uma governança estabelecida e traquejo de lidar com investidores”, comenta Eduardo L’Hotellier.

A GetNinjas conta com cerca de 4 milhões de profissionais cadastrados e movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano. São cerca de 500 mil solicitações de orçamento por mês e 150 mil serviços são contratados pela plataforma. “Nosso objetivo agora é consolidar a marca e atrair clientes e parceiros. A plataforma está em um mercado estimado em R$ 1 trilhão, 8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mas é um mercado ainda pouco conhecido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.