Transgênico: Avipal terá de rotular frangos

O Procon do Rio Grande do Sul determinou que a Avipal terá de identificar, nas embalagens de seus produtos, os frangos que forem alimentados com milho transgênico importado da Argentina. A orientação foi enviada à empresa em notificação que entrou em vigor no último sábado. A companhia recebeu prazo de dez dias para informar ao Procon a quantidade, qualidade e destinação que dará ao milho. A Avipal terá, ainda, que separar o produto e comunicar ao Procon o processo de distribuição da carga. As orientações foram baseadas no Código de Defesa do Consumidor (CDC).O órgão informou que sua notificação considerou vários aspectos: o fato de o produto ter sido liberado sem prévio estudo de impacto ambiental, a necessidade de a sociedade ter conhecimento do destino da carga e o direito do consumidor de ser informado. O diretor adjunto da Avipal, José Carlos Treiguer, disse que a empresa não vai usar imediatamente as 9,3 mil toneladas de milho transgênico que adquiriu. A companhia não sabia que o produto era geneticamente alterado até receber o resultado positivo dos testes realizados na carga - os exames foram feitos por determinação judicial, atendendo solicitação da Procuradoria da República em Rio Grande (RS). Segundo o diretor, a Avipal tem estoques "para um período que não cria problemas maiores". Enquanto isso, a empresa pretende realizar uma reunião com o Procon para esclarecer as regras de utilização do produto. Até esta definição, o milho ficará estocado em separado, possivelmente em silos de Porto Alegre e Lageado. Até o final do ano, a Avipal não terá mais necessidade de importar milho. A empresa já adquiriu cem mil toneladas da Argentina este ano e nenhuma carga anterior apresentou transgênicos.

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