Transmissão de energia investe R$ 6 bi em novas linhas

O segmento de transmissão de energia deverá investir, no período entre 2004 e 2006, R$ 6 bilhões na expansão do sistema, o que permitirá agregar à malha nacional 4,8 mil quilômetros de novas linhas e 13,3 mil megavolts-Ampère (MVA) de capacidade de transformação. Essa expectativa está expressa no Plano de Ampliação e Reformas (PAR), do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), um trabalho de planejamento de curto prazo em que a entidade realiza uma sintonia fina em relação aos projetos que deverão ser incorporados ao sistema de transmissão.De acordo com o diretor de Administração dos Serviços de Transmissão do ONS, Roberto Gomes da Silva, o PAR para os próximos três anos já foi aprovado pela assembléia de agentes do ONS e será apresentado às empresas nos próximos dias. "O que temos identificado no PAR é um andamento em ritmo acelerado das obras de transmissão", disse Silva.ExpansãoA ampliação da malha de linhas de transmissão prevista para os próximos 3 anos deverá ficar aquém, contudo, do aumento da malha previsto para este ano. A expectativa do ONS é de que 2003 deverá terminar com um total de 5,5 mil quilômetros novos de linhas incorporados ao sistema. Desse total, já entraram em operação no primeiro semestre 4,1 mil quilômetros."Esse aumento registrado em 2003 se deve ao início de operações de obras de interligação dos sistemas elétricos", disse Silva. Segundo ele, já iniciou suas operações uma linha entre a usina de Serra da Mesa (GO) e Salvador, na Bahia, com 500 kV e mais de 1 mil quilômetros de extensão. E está entrando, em etapas, a Interligação Norte-Sul 2, que liga Serra da Mesa a Imperatriz (MA).Enquanto as obras fluem velozmente no segmento de transmissão, na área se subtransmissão, a área de interconexão entre as redes das transmissoras e das distribuidoras, a preocupação com a falta de investimentos é grande. "A subtransmissão é um gargalo que poderá impedir que a energia chegue aos consumidores", alertou Silva. Ele acrescentou que a responsabilidade pela expansão da subtransmissão foi delegada, em 2000, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) às distribuidoras, que viram reduzidas a sua capacidade de investimentos.

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