Transpetro conclui licitação para a encomenda de petroleiros

A Transpetro concluiu nesta quarta-feira sua licitação para a encomenda de 26 navios petroleiros. O último, para a aquisição de dez navios do tipo Suezmax - os maiores do mercado - foi assinado hoje com o Consórcio Atlântico Sul, composto pelas construtoras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão e o estaleiro Aker Promar. A Transpetro conseguiu reduzir o valor da proposta inicial feita pelo consórcio, de US$ 141 milhões em média por navio, para US$ 120,9 milhões em média por navio. No total os dez navios sairão por US$ 1,209 bilhão, sendo que o primeiro custará a Transpetro US$ 127,588 milhões e o último, US$ 116,293 milhões.Outros quatro lotes da licitação da subsidiária da Petrobras já tiveram seus contratos assinados no mês passado. O grande vencedor foi o consórcio Rio Naval, composto pelos grupos MPE, IESA, e Sermetal, que venceu os lotes dois e três, correspondentes a, respectivamente, contratos de US$ 517 milhões (cinco navios Aframax) e US$ 349 milhões (quatro Panamax).O lote de número quatro foi levado pelo estaleiro Mauá Jurong, por US$ 277 milhões, para a construção de quatro navios de produtos. O último lote, de número cinco, foi confirmado para o estaleiro Itajaí, por US$ 130,9 milhões, para a construção de três navios gaseiros.No total dos quatro lotes, a Transpetro já havia conseguido uma redução de 16,24% no preço médio dos 16 navios petroleiros encomendados a três estaleiros nacionais, em relação às propostas iniciais apresentadas em março. O valor total dos contratos caiu US$ 257 milhões, passando de US$ 1,522 bilhão para US$ 1,275 bilhão. Apesar da redução, os navios ainda ficaram entre 2% e 3% mais caros que embarcações similares construídas no mercado internacional, segundo levantamento feito pela consultoria Clarkson, e apresentado pela própria Transpetro. Pela proposta inicial dos estaleiros, os preços superavam em até 50% os valores internacionais.O "desconto" foi obtido a partir de longas conversas travadas com os vencedores da licitação e também com a "conscientização de que o Brasil precisa recuperar sua indústria naval", segundo Sérgio Machado, presidente da Transpetro. "Fizemos adaptações nos projetos e conseguimos também reduzir custo de mão-de-obra", disse Machado. Segundo ele, o principal avanço foi com relação ao preço do aço, que teve redução de 20% em seu custo tabelado pela Usiminas, única fornecedora nacional do tipo destinado à indústria naval.

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