Transportadores de carga ameaçam parar a partir de 17/10

Os transportadores rodoviários de cargas pretendem realizar um movimento nacional a partir de 17 de outubro, inclusive com paralisações, para tentar sensibilizar o governo sobre questões de interesse da categoria. A decisão foi tomada ontem, em São Paulo, durante reunião da Frente Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, formada por entidades representantes de transportadores autônomos e de empresas de transporte. O movimento, segundo os organizadores, é uma resposta à atitude do governo "em relegar as reivindicações da categoria a segundo plano". No ano passado, os representantes da Frente estiveram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tiveram a garantia de que questões relacionadas com infra-estrutura de transporte e logística teriam, dali em diante, prioridade. Porém, passado mais de um ano, pouca coisa mudou, segundo a Frente. Uma das principais reclamações, e estopim do movimento decidido ontem, foi a retomada da autorização especial de trânsito (AET) para carretas bitrens (duas carretas atreladas a um cavalo-mecânico). Na sexta-feira passada, o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) expediu uma portaria determinando que, para esses veículos, a autorização voltasse a ser exigida nas rodovias federais de 17 Estados. O descontentamento dos transportadores é grande, especialmente no que se refere às condições das estradas. Dos recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) que restaram para o setor de transporte, apenas 22% foram aplicados. "O que sobrou da Cide para o transporte já é muito pouco e o governo aplica somente um quinto disso", reclama o presidente da Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística (NTC&Logística), Geraldo Vianna, em nota à imprensa.

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