NILTON CARDIN
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Transporte de aves e suínos, além de abates, são afetados com greve

O setor sente o reflexo dos dois primeiros dias de manifestações dos caminhoneiros e há relatos de unidades produtoras com turnos de abate suspensos por causa da falta de transportadores de cargas

Nayara Figueiredo, Broadcast

22 Maio 2018 | 16h31

SÃO PAULO - O setor de aves e suínos já sente o reflexo dos dois primeiros dias de manifestações dos caminhoneiros e, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), há, inclusive, relatos de unidades produtoras com turnos de abate suspensos por causa da falta de transportadores de cargas. Os motoristas protestam contra o reajuste do óleo diesel.

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Em nota, a entidade informou que existem bloqueios nas estradas impedindo o transporte de aves e suínos vivos, ração e cargas refrigeradas destinadas tanto ao abastecimento do mercado interno quanto às exportações. Caso o quadro se estenda, a ABPA alerta para os riscos de prejuízo ao consumidor final, assim como danos aos contratos de exportação e significativos aumentos de custos com reprogramação de embarque de cargas. "Os prejuízos para o setor produtivo e para o País são incalculáveis", enfatiza a nota sobre a eventual extensão das interdições.

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Representante de mais de 140 agroindústrias e entidades vinculadas à avicultura e à suinocultura, a ABPA estabeleceu um comitê de crise para o levantamento de informações sobre os problemas causados pelo movimento nas estradas, com o objetivo de minimizar os danos ao setor.

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"A ABPA apoia as motivações da paralisação, mas entende que o movimento deve preservar o fluxo dos alimentos e dos insumos para a produção. É de conhecimento nacional a crise enfrentada pela cadeia produtiva de proteína animal e impedir a continuidade da produção poderá gerar consequências graves", reforça a nota.

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