Transporte é maior peso na inflação para brasileiros

O Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado (IPCH) mostrou que o transporte é o que mais pesa no bolso das famílias brasileiras, enquanto os alimentos têm maior peso nos demais países do Mercosul. No caso do Brasil, o grupo de alimentos e bebidas não alcoólicas tem peso de 17,68% no IPCH, o segundo maior peso depois de transportes (20,49% de peso). Por outro lado, em todos os demais países nos quais o IPCH também é calculado - Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile - o grupo de alimentos é o de maior peso no orçamento familiar e, portanto, no índice.Na Argentina, por exemplo, o peso dos alimentos é de 25,24% e dos transportes, de 14,06%. No caso das bebidas alcoólicas e fumo, o peso nos índices chileno e argentino é de 2,55%, enquanto no Brasil é de 1,91%. No que diz respeito à recreação e cultura, o peso é muito maior no bolso dos argentinos (peso de 7,86% no IPCH) do que no Brasil (5,41%).A coordenadora de índices de preços do IBGE, Marcia Quintslr, disse que a maior parte dos produtos pesquisados nos índices de inflação dos cinco países foram harmonizados no IPCH, mas alguns grupos ficaram de fora para inclusão futura, como serviços médicos, jogos de azar e seguros. "A saúde é o grupo mais complexo e a prioridade dos estatísticos para inclusão futura", disse.

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