Transporte empurra inflação em janeiro, diz IBGE

Pressionado principalmente pelo aumento nos transportes, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado-15 (IPCA-15) teve variação de 0,52% em janeiro, ficando 0,17 ponto porcentual acima da taxa registrada em dezembro (0,35%), segundo divulgou nesta quarta-feira o IBGE. O resultado veio dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,35% a 0,55%), mas acima da mediana das previsões (0,51%). Em janeiro de 2006, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,51%. O acumulado do índice em 12 meses até janeiro de 2007 ficou em 2,97%.Segundo o documento do IBGE a alta do IPCA-15 de janeiro teve impacto, principalmente, do grupo de transportes, cuja variação atingiu 1,03% em janeiro, ante 0,46% em dezembro, devido aos aumentos nas tarifas dos ônibus urbanos em regiões metropolitanas de peso expressivo no cálculo do índice. Os ônibus urbanos subiram 3,29% no IPCA-15 de janeiro, respondendo especialmente ao aumento registrado em São Paulo (7,98%) e, ainda, aos aumentos de 3,78% apurado em Belo Horizonte e de 3,63% no Rio de Janeiro.Os ônibus urbanos deram a maior contribuição individual (0,12 ponto porcentual) para o IPCA-15 de janeiro. Ainda no grupo de transportes, houve aumento nas tarifas do metrô (4,81%), trem (3,74%), táxi (3,28%) e ônibus intermunicipais (3,26%). No mesmo grupo, foi registrada alta de 3,54% nos preços do álcool, enquanto a gasolina apresentou queda de 0,42%.Os alimentos também pressionaram a taxa do IPCA-15 de janeiro, subindo de 0,48% em dezembro de 2006 para 0,72% em janeiro . Os destaques foram óleo de soja (8,12%), café (3,85%), hortaliças (3,76%), ovos (3,23%), pescado (3,17%), arroz (2,59%), frutas (2,03%), lanche (1,45%) e refeição em restaurante (0,80%).O IPCA-15 é calculado pelo IBGE nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Mede a variação nos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendas entre 1 e 40 salários mínimos.

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