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Transportes desaceleram e puxam IPC-M para baixo

O grupo Transportes puxou a desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O IPC medido para composição do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) saiu de 0,72% em março para 0,60% em abril. No mesmo período, a taxa de Transportes desacelerou de 0,61% para 0,26%, influenciada pelo recuo da gasolina (de 2,17% para -0,38%).

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

29 de abril de 2013 | 09h43

Outras quatro classes de despesa no IPC-M também registraram decréscimo nas taxas de variação em abril: Educação, Leitura e Recreação (0,30% para -0,27%), Alimentação (1,37% para 1,26%), Comunicação (0,47% para 0,04%) e Vestuário (0,70% para 0,53%). A FGV chama a atenção, em cada um dos grupos, para o comportamento dos itens show musical (2,68% para -2,42%), aves e ovos (3,00% para -0,65%), tarifa de telefone residencial (0,77% para -0,78%) e roupas (0,73% para 0,69%).

No movimento contrário, três grupos apresentaram acréscimo em suas taxas de variação em abril. Saúde e Cuidados Pessoais saiu de alta de 0,58% para 0,80%, enquanto Habitação acelerou de 0,48% para 0,52% e Despesas Diversas subiu de 0,20% para 0,25%. No caso do primeiro grupo, a alta foi puxada por medicamentos em geral (0,30% para 1,41%). Já em Habitação, a alta na tarifa de eletricidade residencial (-1,62% para 0,23%) foi a responsável pelo acréscimo e, em Despesas Diversas, o acesso à internet em loja foi o destaque (-0,49% para 1,29%).

Na lista das maiores pressões de alta no IPC, aparecem batata-inglesa (de 5,31% para 18,68%), tomate (de 10,36% para 11,69%), refeições em bares e restaurantes (de 1,05% para 0,58%), leite tipo longa vida (de 0,61% para 3,57%) e cebola (de 21,24% para 13,91%). Já entre as maiores influências negativas estão passagem aérea (de -5,96% para -9,96%), tarifa de telefone residencial (de 0,77% para -0,78%), alcatra (de -3,18% para -4,83%), show musical (de 2,68% para -2,42%) e gasolina (de 2,17% para -0,38%).

Construção

No Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a alta em abril (0,84% ante 0,28% em março) foi consequência da aceleração tanto em Materiais, Equipamentos e Serviços (de 0,42% para 0,50%) como em Mão de Obra (0,14% para 1,15%).

Entre as maiores influências de alta no INCC-M estão ajudante especializado (de 0,08% para 1,37%), servente (0,07% para 0,89%), pedreiro (de 0,14% para 1,30%), carpinteiro - fôrma, esquadria e telhado (de 0,13% para 1,05%) e projetos (de 0,04% para 1,37%).

Na lista das maiores pressões de baixa, estão condutores elétricos (de 0,61% para -0,91%), massa de concreto (-0,01% para -0,05%), rodapé de madeira (0,12% para -0,48%), argamassa (0,52% para -0,05%) e tijolo/telha cerâmica (0,16% para -0,03%.

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