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Trevisan credita crescimento ao empenho das empresas

O aquecimento da economia brasileira vem ocorrendo muito mais pelas perspectivas positivas e otimistas por parte das empresas, do que pelo efeito prático da política econômica do Banco Central. Esta é a opinião de Antoninho Marmo Trevisan, presidente da empresa de auditoria e consultoria Trevisan e Associados e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. "O crescimento que estamos tendo é decorrente de programas estratégicos de empresas que, mesmo com os juros altos e taxas de retorno baixas, continuam investindo. O custo da taxa de juros é grande em relação ao benefícios, além de ter um papel inócuo na economia. Porém, afeta as empresas diretamente", disse Trevisan em entrevista ao programa Conta Corrente, da "Globo News". Segundo Trevisan, no patamar em que está a taxa de juros não permite que se acelerem investimentos. E, sem investimentos, o nível de produção não cresce e o emprego não ocorre. Antoninho Trevisan considera positiva a aprovação, no Senado, do projeto das Parcerias Público-Privadas que, ele acredita, podem ajudar a ampliar o nível de investimentos. "A PPP induzirá os fundos de pensão a investirem mais, aumentando a confiança de investidores." Crescendo o investimento, a política econômica poderá se permitir buscar um superávit menor, raciocina. Apesar das críticas, Trevisan está otimista com o Brasil que, no seu entender, "está bem posicionado" no cenário internacional. "Um ponto alto do governo foi a maneira como conduziu questões internacionais. O Brasil abriu as portas para o mundo ao iniciar relações com países com os quais não tinha comércio." Ele alerta, no entanto, para o governo ficar atento ao câmbio, que pode afetar essa boa conjuntura.

Agencia Estado,

23 de dezembro de 2004 | 03h52

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