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Trevisan engrossa o coro por mais atenção ao social

O auditor Antoninho Marmo Trevisan, que participa do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e foi um aliado de primeira hora da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, considera que o governo petista está correndo um risco que, segundo ele, fez naufragar o governo Fernando Henrique Cardoso. "Criar um governo da moeda, e não um governo do social." Foram as palavras que usou em sua entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News. "Acho que a campanha do presidente foi vencedora, porque o tempo todo foi debatida uma questão: a política econômica deve se subordinar ao social, e não o inverso. Para mim, duas questões são básicas: a questão do emprego e a questão da segurança. Nada tem sentido se essas questões não estiverem sendo atacadas."Trevisan expôs também sua tese sobre juros e inflação. Para ele, ao contrário do que dizem os economistas clássicos e "os economistas de bancos", a taxa atual, ao contrário de funcionar como antídoto anti-inflacionário, funciona como aditivo "porque se incorpora nos custos das empresas e passa a ser o grande pressionador".Ele explicou que juros altos rebatem tanto no custo do capital de giro como nos investimentos. E aconselhou: "Acho que os diretores do Banco Central têm de olhar um pouco mais para o ângulo do impacto na produção e na exportação, e esquecer um pouco que o juro, por si só, é capaz de tudo. Ele pode pouco."As reformasApesar de tudo, Trevisan disse nunca ter estado tão seguro de que as reformas constitucionais (previdenciária e tributária), encaminhadas pelo presidente ao Congresso, serão aprovadas. Explicou que o presidente soube costurar muito bem os projetos com os governadores, com os prefeitos e com o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o mesmo devendo ocorrer em relação ao Congresso.

Agencia Estado,

13 de maio de 2003 | 07h38

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