Trevisan: Lula considera crédito o oxigênio da economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou empenho, durante reunião com integrantes do comitê gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), em garantir crédito e manter em andamento as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), relataram hoje, ao sair do Palácio do Planalto, o empresário Antoninho Marmo Trevisan e o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto. "É uma questão de honra manter a nossa economia aquecida", afirmou o presidente, segundo Trevisan e Rigotto. "O crédito", disse o presidente, "é o oxigênio da economia e não faltará." Os dois são membros do comitê gestor. Trevisan contou ainda que o presidente disse que fará tudo para que a economia brasileira não sofra demasiadamente os efeitos da crise financeira internacional. Lula avaliou, de acordo com o empresário, que é seu amigo pessoal, que os efeitos da crise não seriam sentidos pela economia brasileira se não tivessem ocorrido operações de empresas com derivativos. Outro empresário participante da reunião com Lula, Paulo Godoy, da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), disse que sugeriu ao presidente a criação de um fundo de R$ 10 bilhões para garantir a continuidade de obras de infra-estrutura no setor privado. Esses R$ 10 bilhões viriam, segundo ele, dos fundos de pensão, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal. Godoy disse que Lula achou a idéia "interessante". BB O Banco do Brasil (BB) poderá passar a fazer financiamentos de aquisição de carros em 36 parcelas. A informação foi dada pelo presidente Lula aos integrantes do comitê gestor do CDES. Segundo Trevisan, o presidente enfatizou, no encontro, a sua preocupação com os efeitos da crise financeira internacional no setor automotivo brasileiro em conseqüência da escassez de crédito. A avaliação do presidente, de acordo com Trevisan, é de que os próprios compradores de automóveis já não estão mais aderindo a planos de financiamento de veículos em 80 meses. O empresário disse que Lula mostrou preocupação "com a economia real" e com a manutenção das vendas no mercado interno.

LEONENCIO NOSSA E TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

24 Outubro 2008 | 14h08

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