Tribunal avalia plano da Enron para sair da concordata

O plano de 900 páginas da Enron para sair de um dos processos de concordata mais caros e complicados da história dos EUA está pronto para ser avaliado pelos tribunais. O juiz de concordata Arthur González deverá dar início hoje a uma audiência para considerar a confirmação do plano. Menos de dez objeções das cerca de 100 que foram encaminhadas continuam sem resolução. Elas dizem respeito à possibilidade de pagamento à maioria dos credores de aproximadamente um quinto dos US$ 66,4 bilhões que lhes eram devidos em dinheiro e ações. Na semana passada, os credores certificaram o plano. Se o juiz também confirmá-lo, como esperado, a Enron poderá começar a colocá-lo em prática. De acordo com o plano, os credores irão receber cerca de US$ 11 bilhões em dinheiro e ações. Esse montante será distribuído em 70% em dinheiro e 30% em ações nas companhias CrossCountry Energy Corp., Prisma Energy International Inc. e Portland General Electric. A Enron pediu concordata em dezembro de 2001, quando veio a público que a empresa havia escondido dívidas, inflado lucros e utilizado práticas contábeis irregulares. Milhares de trabalhadores perderam seus empregos e milhões de investidores viram o preço de suas ações despencar para centavos. Vinte e nove pessoas, incluindo o ex-executivo-chefe Jeffrey Skilling e o ex-principal executivo financeiro Andrew Fastow, foram incriminados. Fastow está entre os 10 ex-executivos que se declararam culpados e Skilling faz parte do grupo dos 19 que afirmaram que são inocentes e que passam por julgamento.

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