Tribunal francês ordena libertação de operador do Société

Jérome Kérviel é acusado de realizar uma fraude que gerou prejuízo de US$ 7,2 bilhões ao banco

Patricia Lara, da Agência Estado,

18 de março de 2008 | 09h26

Um tribunal francês ordenou a libertação da prisão de um operador do Société Générale acusado de uma fraude de grande porte no banco. Jérome Kerviel deve deixar a cadeia de La Sante, em Paris, no final desta terça-feira, 18. Ele estava detido no local desde 8 de fevereiro, em razão da investigação pendente. O porta-voz dos advogados de Kerviel, Christophe Reille, não deu mais detalhes sobre a decisão de libertação. Veja também:Fraude no Société relembra o caso Barings Procuradores afirmavam que queriam manter o operador na prisão para evitar que ele se comunicasse com seus eventuais cúmplices nas operações. Kerviel, no entanto, continua argumentando que agiu individualmente. Os advogados do operador afirmaram que ele está cooperando com as investigações e não deseja fugir da França e que a sua libertação não afetaria a condução das investigações.  "Nós esperamos por essa decisão", afirmou a advogada de Kerviel, Elisabeth Meyer. "O tribunal nos ouviu." Há ainda procedimentos administrativos a serem cumpridos antes que o trader possa deixar a prisão. O Société Générale não questionou a decisão. Segundo o advogado do banco, Jean Veil, a decisão foi muito equilibrada, o que garantirá uma investigação segura e tranqüila. Ele observou que haverá uma vigilância judicial restritiva. Kerviel teve seu passaporte e identidades retidos para que não possa deixar a região de Paris. Ele também não poderá se encontrar com determinadas pessoas, segundo fontes do Judiciário, mas os nomes não foram revelados. Kerviel está sob investigação por suposto envolvimento em arriscadas transações de vários anos que teriam causado prejuízo de 4,9 bilhões de euros (US$ 7,2 bilhões) ao banco.

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