Pixabay
Pixabay

Tribunal na Europa determina bloqueio de € 1,9 mi da corretora Gradual

Fundo acusa empresa de ter feito operação fraudulenta em benefício de seus donos, que também tiveram bens arrestados

Marcelo Osakabe, Aline Bronzati e Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

05 Junho 2017 | 11h27

A Justiça de Luxemburgo autorizou o arresto, junto ao Banco Safra de Luxemburgo, de € 1,860 milhão da Gradual, e dos donos da corretora, o casal Gabriel Gouvêa de Freitas e Fernanda Ferraz. A requerente é a Incentivo Investimentos Ltda.

ENTENDA: Corretoras são apenas intermediárias de títulos

A alegação é de operação considerada fraudulenta envolvendo títulos adquiridos pelo fundo Incentivo Multisetorial II quando a Gradual ainda era sua administradora. Os títulos foram emitidos por uma empresa ligada ao casal, a ITSA Integrated Technology Systems, que não é ativa nem possui bens. A operação teria beneficiado Gabriel e Fernanda e teria sido feita sem autorização da Incentivo.

RELEMBRE: Corretora TOV foi liquidada pelo BC após ter operações descobertas pela Lava Jato

O valor inclui R$ 6.620.410,01 do que ainda restam em títulos mantidos pela Piatã, outro fundo de investimentos que era administrado pela Gradual mas gerido pela Incentivo, além de € 50 mil a título de juros, flutuação monetária e custos judiciários, conforme documento obtido pelo Estadão/Broadcast.

A Piatã comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o incidente em 20 de julho de 2016, ainda de acordo com o documento.

O diretor da Gradual, Gabriel Freitas, explicou ao Broadcast que o processo corre em segredo de justiça e que nem ele nem Fernanda, ambos citados no pedido de arresto, possuem recursos no exterior. 

O Banco Central informou  ao Broadcast que está apurando fatos ligados à Gradual Investimentos, divulgados na imprensa. "Como é usual, o BC está procedendo à apuração dos fatos e adotará as providências que lhe competir tomar", informou a instituição.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.