Trichet pede mais transparência nas instituições financeiras

Em Davos, presidente do BCE também defende a melhoraria da capacidade de resistência do sistema financeiro

Renato Martins, da Agência Estado,

29 de janeiro de 2009 | 16h05

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que é necessário que as instituições e os instrumentos financeiros se tornem mais transparentes, de modo a evitar uma nova crise financeira severa no futuro. A declaração foi feita durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça). Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Trichet também disse que é de importância fundamental melhorar a capacidade de resistência do sistema financeiro global, que tem sido afetado por uma volatilidade demasiada. O presidente do BCE minimizou as preocupações de que a zona do euro possa ser desmantelada. Recentemente, circularam especulações de que os perfis de déficit público dos países que usam o euro como moeda possam afetar os spreads de juros dentro do bloco, o que poderia afetar a viabilidade da união monetária. "Não há risco de desmantelamento da zona do euro", afirmou. Na semana passada, as diferenças entre o juro dos títulos de 10 anos do Tesouro alemão (Bunds) em relação aos dos títulos equivalentes da Grécia, da Itália, da Bélgica, da Espanha e da Irlanda alcançaram níveis recorde. Trichet reafirmou que os planos de estímulo à economia dos países da zona do euro devem se manter dentro das determinações do Pacto para a Estabilidade e o Crescimento, mesmo que 2009 seja "um ano muito difícil". De acordo com os termos do pacto, os países da zona do euro devem manter seus déficits orçamentários dentro do limite de 3% do PIB. Muitos deles, porém, têm excedido esse limite.

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