Trigo sobe com reforço de estoques

A percepção de que o trigo para alimentação humana pode ficar cada vez mais escasso no mundo elevou a cotação do cereal na Bolsa de Chicago, ontem, na volta do feriado prolongado nos Estados Unidos. O contrato março disparou 2,59%, para US$ 7,9325 por bushel, e se aproximou dos níveis verificados em meados de 2010, quando a pior seca em décadas quebrou a safra de grãos na Rússia e em outros países do Leste Europeu.

Ana Conceição, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2011 | 00h00

Agora, atentas às enchentes na Austrália e à greve de produtores na Argentina, dois dos maiores exportadores mundiais de trigo, várias nações iniciaram um movimento de recomposição de seus estoques estratégicos. A Argélia anunciou a compra de quase um milhão de toneladas apenas em janeiro. Na Arábia Saudita, maior economia do Oriente Médio, o governo local planeja elevar o volume armazenado para o equivalente a um ano de consumo, cerca de três milhões de toneladas, ante atuais seis meses de demanda. Nas Filipinas, o presidente Benigno Aquino revogou a tarifa de 3% que incidia sobre as importações de trigo de alta qualidade. Turquia, Quênia, Líbia e Jordânia também se movimentam para reabastecer seus estoques. Enquanto isso, a França deve bater seu recorde de exportação de trigo em 2010/11 diante do aumento das compras de países do norte da África, que tentam conter os protestos da população contra a elevação dos preços dos alimentos.

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