Trio de bancos deve declarar vitória na compra do ABN

É quase certo que aliança liderada pelo RBS vai conseguir o apoio necessário da maioria dos acionistas do banco

Reuters,

08 de outubro de 2007 | 11h30

O consórcio de bancos liderado pelo Royal Bank of Scotland está preparado para declarar sua vitória na batalha de aquisição do holandês ABN Amro nesta segunda-feira, 8, alterando a atenção dos investidores para um desafio de integração sem precedentes que virá com a conclusão do negócio.  O RBS e seus sócios Santander e Fortis vão trabalhar para encerrar rapidamente 7 meses de batalha pelo ABN e reduzir preocupações de que pagaram excessivamente pelo banco holandês, após o recente aperto nos mercados de crédito.  Todos os três bancos têm um bom histórico na integração de aquisições, mas a compra do ABN será a maior compra de um banco na história mundial e marca complexas questões sobre operações internacionais e regulatórias. Muitos vêem a operação como um teste com relação ao sucesso de grandes aquisições feitas em grupo.  É quase certo que a aliança liderada pelo RBS vai conseguir apoio necessário da maioria dos acionistas do ABN para o sucesso da sua oferta de 72 bilhões de euros (US$ 101,6 bilhões).  O outro interessado na compra do ABN, o britânico Barclays, admitiu derrota na sexta-feira e a mídia britânica publicou no fim de semana que 85% das ações do ABN tinham sido oferecidas ao consórcio até o horário de encerramento da proposta do trio de bancos na sexta-feira. Os bancos não comentaram o assunto.  O consórcio quer obter pelo menos 80% de apoio dos acionistas a sua proposta, o que facilitaria o trabalho de compra de todas as ações restantes.  A contagem dos votos continuou durante o fim de semana e o resultado deve ser anunciado ainda nesta segunda-feira.  O trio de bancos tem até o final desta semana para declarar a oferta como incondicional, o que além da aceitação dos acionistas do ABN exige outros requisitos técnicos como o fechamento de uma emissão de 13 bilhões de euros pelo Fortis.  A divisão do ABN envolverá 4.500 agências em 53 países, incluindo o Brasil onde o holandês controla o Banco Real, e operações que vão de administração de fundos a banco de varejo.  O RBS não conseguiu a unidade norte-americana do ABN, o LaSalle, mas ficará com suas operações de atacado e de banco de investimento, bem como com atividades na Ásia.  O Santander fica com as unidades italiana e brasileira do ABN, enquanto o Fortis ficará com a parte holandesa do grupo, bem como operações de administração de ativos.

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