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Troca de títulos da dívida brasileira chega a US$ 4,4 bilhões

O Tesouro Nacional informou no final da manhã desta sexta-feira que trocou um volume de US$ 4,4 bilhões, aproximadamente, de C-Bonds por um novo título com vencimento em 15 de janeiro de 2018, o que alonga o prazo máximo da dívida, comparado com o vencimento do C-Bond, em 3,75 anos. O nome do novo título é A-Bond 2018. O objetivo da troca, segundo o Tesouro, é melhorar o perfil de pagamento futuro da dívida externa. A amortização principal, segundo a nota do Tesouro, será semestral a partir de 15 de julho de 2009. O prêmio dos papéis será de 8% ao ano, também com pagamento semestral, a partir de 15 de janeiro de 2006.A data de liquidação da operação está marcada para o próximo dia 1º de agosto, quando será conhecido o montante final da troca. A operação foi só de troca. Ou seja, não houve negociação em moeda.Características do C-Bond O C-Bond é o mais famoso dos sete títulos utilizados na operação de renegociação da dívida externa brasileira, concluída em 1994 e resultante da moratória. Estão no mercado hoje cerca de US$ 5,6 bilhões nestes títulos. Mesmo com a marca da moratória brasileira na década de 80, o C-Bond foi por muitos anos o papel com maior liquidez (facilidade de negociação) no mercado internacional dos países emergentes. Nos últimos dois anos, vem perdendo o posto para o Global 40, outro título brasileiro com vencimento em 2005. Como o C-Bond é um papel originário de um calote, muitos fundos e seguradoras, por regras próprias, não podem adquiri-lo. A maior parte deste títulos está na mão de investidores norte-americanos e europeus.Reação do mercadoUm dos principais títulos brasileiros, o BR40, subiu com o anúncio do resultado da troca do C-bond. Às 12h18 (horário de Brasília), logo após o anúncio, o BR40 operava em 117,40 centavos por dólar (alta de 0,38% em relação ao fechamento de ontem). Antes era negociado próximo a 117,10 cents, segundo a ICAP/Garban.O C-bond não oscilou após o anúncio, mantendo-se em 101,687 cents na compra e 101,937 cents na venda. O risco brasileiro - taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro em relação à capacidade de pagamento da dívida do país - subia 6 pontos, para 410 pontos.

Agencia Estado,

22 de julho de 2005 | 12h36

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