Troca de títulos da dívida não foi fracasso, diz Tesouro

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, avaliou hoje que a recusa do governo em aceitar os C-Bonds (os títulos da dívida brasileira mais negociados no Exterior) na operação de troca da dívida externa brasileira não é um sinal de fracasso. Em entrevista à Agência Estado, o secretário disse que ficou surpreendido com esse tipo de avaliação, mostrada hoje nos jornais. Ele afirmou que, embora tenha havido uma oferta "significativa" para a troca dos C-Bonds, os prêmios pedidos pelos investidores na operação eram muito elevados. "Não tem por que o governo aceitar qualquer preço. Nós temos uma responsabilidade de preço", ressaltou ele, lembrando que o C-bond teve uma apreciação forte nos últimos meses. Para o secretário, a troca foi um bom negócio para o País. "Entraram US$ 613 milhões para as reservas do País numa operação tranquila", afirmou ele. Segundo Levy, embora o mercado norte-americano esteja bastante vólatil, o governo brasileiro aproveitou uma janela de oportunidade para realizar a operação de troca. Nova captação Levy confirmou, na entrevista à Agência Estado, que há expectativa de uma nova captação da República no mercado internacional ainda este ano. "Vamos esperar as condições mais apropriadas de mercado", disse ele. Pela programação do BC, ainda faltam US$ 627 milhões de captação para cobrir o teto de US$ 3 bilhões previsto para esse ano. O secretário informou ainda que não "há nada planejado" para uma nova operação de troca da dívida externa brasileira. Leia também: Rolagem da dívida em títulos atinge US$ 1,3 bilhão

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