Trocar de plano de saúde pode ser uma saída

Se o usuário de um plano de saúde detectar que sua administradora está passando por uma crise financeira, uma saída pode ser a troca de operadora. Porém, especialistas de defesa do consumidor recomendam muito cuidado na escolha da nova operadora, principalmente com relação ao preço, rede credenciada e período de carência.A técnica da área de saúde da Fundação Procon-SP, órgão de defesa do consumidor ligado ao governo estadual, Hilma Araújo dos Santos, avisa que a falta de mobilidade para transferência de plano de saúde é o grande problema do setor. ?O consumidor que contrata um plano de saúde fica amarrado ao contrato. Se quiser trocar de plano vai ter que se sujeitar a novos períodos de carência para urgência e emergência, parto e doenças preexistentes?, afirma.A advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Karina Rodrigues, destaca que existem algumas operadoras que oferecem planos com carência zero ou redução de carência. ?Estas reduções de carências são válidas, na maioria dos casos para determinados hospitais ou profissionais. Esta é uma liberalidade, ou seja, cada empresa determina sua regra para estes casos?, alerta. Karina Rodrigues orienta o consumidor a avaliar bem as regras e os contratos antes de realizar a transferência. ?O consumidor deve verificar todas as cláusulas do contrato e observar se o aditivo de redução de carência está incluso. Transferir o plano pode ser uma saída, mas deve-se avaliar se vale a pena cumprir novas carências e se a rede credenciada do novo plano é boa?, explica a advogada do Idec. Ela avisa para consumidor avaliar o preço e quais as formas de reajuste por faixa etária da nova operadora.Cuidados na contrataçãoA técnica do Procon-SP conta que dificilmente o consumidor consegue detectar se a sua operadora passa por uma crise financeira. ?As administradoras de plano de saúde não possuem uma administração transparente. As empresas não revelam ao público e aos órgãos de defesa do consumidor sua situação financeira?, explica.Por esse motivo as especialistas recomendam que o consumidor evite contratar as operadoras que estão em regime de direção técnica e fiscal na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ou seja, que passa por dificuldades administrativas e financeiras. No site da ANS (veja o link abaixo) é possível verificar quais são as empresas que estão sob intervenção. Outra recomendação das especialistas é verificar junto aos órgãos de defesa do consumidor quais as operadoras que possuem mais reclamações. ?O consumidor pode ligar também para alguns hospitais, laboratórios e médicos da rede credenciada da operadora para verificar como funciona a prestação de serviço?, aconselha Hilma Araújo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.