Trombada de navios no Porto de Santos prejudica embarque de grãos

Navio brasileiro perdeu propulsão e chocou-se contra um panamenho, que ficou com o casco rasgado

Zuleide de Barros, especial para o 'Estado',

10 de junho de 2013 | 19h09

SANTOS - A Capitania dos Portos do Estado de São Paulo determinou a retenção dos cargueiros Norsul Camocim, de bandeira brasileira, e o panamenho Hanjn Odessa, que colidiram na tarde de segunda-feira, no Porto de Santos.

O acidente, ocasionado pela perda do sistema de propulsão do navio brasileiro, ocorreu nas proximidades do Armazém 38 e provocou danos não só para a embarcação panamenha, que teve um rasgo de aproximadamente cinco metros em seu casco, mas também destruiu parte de um equipamento, conhecido como shiploader, utilizado para o carregamento de grãos em cargueiros, no Corredor de Exportação.

Todas as avarias estão sendo analisadas pela Capitania, que abriu inquérito para apurar a responsabilidade pelo incidente. No momento da colisão, o Norsul Camocim seguia para o terminal da Usiminas, em Cubatão, onde descarregaria carvão para a siderúrgica. Já o graneleiro panamenho carregava soja no cais do Armazém 39. Uma parte do shiploader caiu no estuário e uma equipe de mergulhadores foi contratada para localizar a peça, que tem um custo aproximado de R$ 700 mil. O equipamento ficará inoperante até que a peça seja encontrada.

De acordo com os operadores do Corredor de Exportação, o impacto do choque teria sido bem maior se algum cargueiro estivesse em operação no local. Por precaução, todas as operações no local foram canceladas, para evitar fila de caminhões no local. O cargueiro brasileiro foi rebocado para o Armazém 34, onde se encontra à disposição da Capitania dos Portos para avaliação. Análises preliminares dão conta que o Norsul Camocim teve problemas no motor, colidindo com o graneleiro panamenho. Os práticos (profissionais que orientam a navegação ao longo do cais) não conseguiram deter a embarcação, que acabou colidindo. A Capitania tem prazo de 90 dias para concluir o inquérito, que já se encontra em andamento. Antes deste prazo e, após os reparos necessários, as duas embarcações serão autorizadas a deixar o Porto de Santos.

 

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