TRT do Rio nega pedido de bloqueio de bens da VarigLog

Ação foi protocolada dia 11 de abril com objetivo de garantir pagamento de salários estão atrasados

ALBERTO KOMATSU, Agencia Estado

09 de junho de 2008 | 18h59

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio negou nesta segunda-feira, 9, um pedido de bloqueio dos bens da VarigLog feito pela Federação Nacional dos Trabalhadores dos Transportes Aéreos (FNTTA). A ação foi protocolada no dia 11 de abril, com o objetivo de garantir o pagamento dos salários dos funcionários da companhia, que estão atrasados.       Veja também: ESPECIAL: Veja as turbulências da Varig e entenda as denúncias  Advogados de sócios da VarigLog pedem suspeição do juiz Pressões livraram Varig de dívidas  Garibaldi diz não ver razão para criar CPI sobre venda da Varig Comissão aprova convocação de Denise, Zuannazzi e Teixeira Ex-diretores confirmam pressão sobre a Anac Agência considera ilegal controle de estrangeiros Juiz pede que procuradoria investigue Dilma no caso VarigO juiz da 64ª Vara do TRT Marcelo José Duarte Rafaelle pediu cinco dias após a publicação de sua decisão, ainda sem data definida, para que a FNTTA apresente o valor total da dívida trabalhista, mais documentos que comprovem e justifiquem o bloqueio de bens.O advogado da FNTTA, Mário Galeano, diz que o juiz Rafaelle "indeferiu em parte" a ação, o que, segundo ele, inclui pedido de multa diária de R$ 3 mil para cada trabalhador caso os salários continuem atrasando. "Desde abril, nós tínhamos uma previsão de uma possível deterioração da saúde financeira da VarigLog por causa da briga jurídica entre seus sócios", afirma Galeano.O advogado da FNTTA se referiu à briga judicial entre o fundo americano de investimentos Matlin Patterson, que tem 20% do capital total da VarigLog, e os brasileiros Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel, que têm os 80% restantes.A Justiça de São Paulo, porém, afastou os sócios brasileiros da sociedade e o Matlin Patterson passou a deter 100% do capital da companhia. Na semana passada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já deu prazo de 30 dias para que o limite de 20% de capital estrangeiro em companhia aérea nacional volte a ser respeitado.Na semana passada, a ex-diretora da Anac Denise Abreu declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que a Casa Civil teve ingerência na aprovação da venda da VarigLog para o Matlin Patterson e seus sócios, além da negociação da Varig.

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