Saul Loeb / AFP
Saul Loeb / AFP

Trump avalia que é hora de aumentar pressão sobre a China, diz secretário

EUA quer aumentar de 10% para 25% tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2018 | 10h32

O secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, afirmou nesta quinta-feira, 2 que o presidente Donald Trump avalia que "potencialmente é a hora de elevar a pressão sobre a China" no comércio. Ross concedeu entrevista à emissora Fox Business, em meio ao recente aumento nas tensões entre os dois países nessa área.

Ross argumentou, porém, que as tarifas anunciadas, mesmo que se materializem, terão um impacto pequeno, diante do tamanho da economia da China. "Elas não devem ser um cataclismo", notou. Segundo ele, o governo Trump avalia que era preciso pressionar Pequim a ser mais justo com os produtos americanos.

Além disso, Ross comentou sobre as negociações com a União Europeia para a redução de tarifas. De acordo com ele, houve um acordo para que não sejam impostas tarifas sobre o setor automotivo durante o diálogo. As tarifas anteriormente anunciadas sobre o aço e o alumínio, porém, continuam em vigor nesse ínterim, lembrou.

O secretário de Comércio disse que ocorre um processo "cuidadoso" para excluir itens potencialmente danosos para empresas americanas das tarifas. "Excluímos mais de mil produtos das tarifas e esse número aumenta a cada dia", ressaltou, dizendo que as empresas têm também buscado alternativas.

Ross afirmou ainda que o presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, foi rápido para nomear seus representantes nas negociações sobre comércio. "É um sinal esperançoso de que ele quer resolver essas questões rapidamente, quem sabe mesmo antes de sua posse", disse. A autoridade americana citou ainda o fato de que López Obrador não mostrou interesse em renegociar o que já havia sido acordado com o governo atual, de Enrique Peña Nieto, mas sim em dialogar sobre os pontos restantes, que segundo Ross seriam poucos. "Estamos otimistas de que acordo com México poderia ocorrer muito rápido."

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