AP Photo/Evan Vucci
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Trump contradiz secretário do Tesouro e diz que deseja dólar mais valorizado

Moeda americana inverteu as perdas e passou a subir, influenciando os preços do petróleo

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2018 | 19h57

A sinalização do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, de que o dólar mais fraco beneficiaria o comércio foi apagada na tarde desta quinta-feira, 25, após o presidente americano, Donald Trump, se dizer favorável a um dólar mais forte.

A moeda americana inverteu as perdas e passou a subir ante outras divisas fortes, deixando para trás a forte valorização do euro após a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). 

O dólar mais forte também pesou nos preços do petróleo, que fecharam com sinal negativo. Já os mercados acionários em Nova York apresentaram sinais divergentes, com empresas de tecnologia no vermelho após comentários do megainvestidor George Soros a favor de uma maior regulação para o setor.

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Em entrevista à CNBC, Trump disse que Mnuchin foi mal interpretado e que, com a boa performance da economia americana, o dólar ficaria ainda mais forte. "E eu gosto de um dólar mais forte", disse o presidente americano. Com isso, grande parte da valorização do euro foi apagada e a moeda única era cotada a US$ 1,2410 no fim da tarde, enquanto o dólar subia para 109,25 ienes.

Em Nova York, o índice Dow Jones renovou máxima histórica de fechamento, ao subir 0,54%, aos 26.392,79 pontos. O S&P 500 avançou 0,06% e encerrou o dia cotado a 2.839,25 pontos. O Nasdaq, no entanto, voltou a cair (-0,05%) e fechou aos 7.411,16 pontos, à medida que comentários de George Soros foram digeridos pelos investidores. O megainvestidor se disse favorável a uma maior regulação das techs e afirmou que empresas como Facebook e Google são negativas para a inovação.

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Europa. Apesar de Draghi ter mantido seu tom "dovish" e sinalizado que os juros na zona do euro subirão somente muito depois do fim do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), o mercado ficou eufórico após o dirigente ter dito que o mercado de trabalho na Alemanha está apertado e que o aperto no mercado de trabalho deve impulsionar o consumo privado. 

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