EFE/MIchael Reynolds
EFE/MIchael Reynolds

Trump diz que está pronto para impor tarifas sobre US$ 267 bi em importações da China

Presidente disse também que os EUA e o Japão começaram as negociações sobre comércio

Reuters

07 Setembro 2018 | 15h37

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira, 7,  que está pronto para seguir adiante e aplicar tarifas sobre mais US$ 267 bilhões em importações chinesas, enquanto o mundo espera sua decisão sobre a imposição de taxas sobre US$ 200 bilhões em bens do país asiático.

“Os US$ 200 bilhões de que estamos falando podem acontecer muito em breve dependendo do que acontecer com eles. Até certo ponto caberá à China”, disse Trump. “E eu odeio dizer isso, mas por trás disso estão outros US$ 267 bilhões prontos para serem aplicados no curto prazo, se eu quiser. Isso muda a equação.”

Mais cedo nesta sexta-feira, o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que Trump não tomará qualquer decisão sobre suas ameaças de tarifas sobre outros US$ 200 bilhões em produtos chineses antes que autoridades avaliem comentários públicos sobre eles.

O gabinete do Representante de Comércio do EUA coletou 5.914 comentários individuais sobre as tarifas propostas antes do final do período de consulta pública na quinta-feira à noite.

Trump disse também que os EUA e o Japão começaram as negociações sobre comércio, dizendo que Tóquio sabe que trata-se de algo grande se um acordo não for alcançado.

“Nós estamos começando”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. “De fato, o Japão nos chamou... eles vieram semana passada. Se não fizermos um acordo com o Japão, eles sabem que é algo grande”, acrescentou.

Trump, que já está desafiando China, México, Canadá e União Europeia por questões comerciais, tem expressado desagrado sobre o grande déficit comercial do país com o Japão, mas não pediu a Tóquio que tome medidas específicas para lidar com esse desequilíbrio.

Nesta quinta-feira, porém, a CNBC informou que Trump havia dito a um colunista do Wall Street Journal que ele poderia discutir questões comerciais com o Japão, fazendo com que o dólar caísse contra o iene.

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