AP Photo/Evan Vucci
AP Photo/Evan Vucci

Trump diz que guerra comercial 'não é tão ruim' diante de déficits dos EUA

'Estão levando vantagem em cima da gente nos acordos comerciais' diz presidente americano que se queixou principalmente da relação com a Europa

O Estado de S.Paulo

06 Março 2018 | 19h12

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 6, que a ideia de uma guerra comercial provocada pela imposição de tarifas sobre as importações de aço e alumínio "não são tão ruins", diante dos déficits comerciais que seu país amarga em relação a muitas nações pelo mundo.

+ Liderança republicana pede que Trump volte atrás

As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, enquanto Trump recebia o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven.

Ao ser questionado por um jornalista sobre se temia uma guerra comercial, o mandatário americano respondeu: "vamos ver o que acontece".

+ Guerra comercial levará mundo a 'profunda recessão', diz OMC

Trump reforçou a intenção de impor tarifas sobre importações de metais, mas mostrou disposição para negociar. "Estão levando vantagem em cima da gente nos acordos comerciais, vamos aplicar as tarifas para proteger a indústria siderúrgica".

O americano usou um tom mais duro para falar principalmente da relação comercial entre EUA e União Europeia (UE). "A UE está sendo particularmente dura com os EUA", disse. O bloco "não nos trata bem e é uma situação comercial injusta, não vou deixar isso acontecer", completou.

A política dos chineses em relação ao comércio de aço também foi criticada pelo presidente, mas ele disse que México e Canadá podem ser isentos das tarifações, em meio às negociações em curso sobre a revisão do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês).

Entre outros assuntos, Trump comentou que a postura dos norte-coreanos na Olimpíada de Inverno sediada no mês passado pela Coreia do Sul foi "surpreendentemente positiva" e disse que acredita que Pyongyang é sincera quando diz que quer dialogar.

Ao lado de Löfven, Trump foi questionado sobre se teria algum conselho a dar ao premiê acerca da intromissão russa nas eleições, uma vez que a Suécia também realizará uma eleição neste ano. Ele respondeu: "os russos se intrometeram nas nossas eleições e provavelmente em outros países", acrescentando que os suecos devem ficar atentos a isso.

Trump ponderou, no entanto, que não teme intromissão russa nas eleições legislativas neste ano e afirmou que medidas estão sendo tomadas para que isso não aconteça, sem dar maiores detalhes. / MATHEUS MADERAL

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.