MANDEL NGAN / AFP
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Trump diz que novas tarifas sobre importações da China devem ser decididas após G20

Segundo o presidente dos Estados Unidos, país já está ganhando 25% sobre US$ 250 bilhões de produtos chineses e pode elevar tarifas para ao menos US$ 300 bilhões

Bruno Caniato, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2019 | 07h57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 6, que decisões a respeito da aplicação de tarifas adicionais sobre US$ 300 bilhões em importações da China provavelmente serão feitas após a reunião do G20, que acontecerá nos dias 28 e 29 de junho no Japão.

Durante visita à França para celebração do 75º aniversário do Dia D, Trump disse que pretende se reunir nas próximas semanas com o presidente da China, Xi Jinping, e "ver o que acontece". As declarações foram dadas em coletiva de imprensa, da qual também participou o presidente francês, Emmanuel Macron.

Os líderes também responderam perguntas sobre a situação nuclear do Irã. O presidente americano enfatizou que "nós não queremos ver o Irã com armas nucleares" e foi apoiado por Macron na declaração. Trump chamou os iranianos de "campeões do terror" e afirmou que "eles estão falhando como país, mas nós podemos mudar isso".

Perguntado sobre o Brexit, o presidente dos EUA disse ter certeza de que as negociações do Reino Unido com a União Europeia (UE) serão produtivas, e que os britânicos deveriam focar nas próximas semanas em escolher um novo primeiro-ministro.

Negociações

Na Irlanda, antes de partir para a França, Trump agirmou que os EUA já estão recebendo 25% sobre US$ 250 bilhões e que ele "pode" elevar ao menos outros US$ 300 bilhões. "Muitas coisas interessantes estão acontecendo", afirmou sobre as negociações com a China, acrescentando que Pequim "quer muito" fechar um acordo comercial com os EUA.

Trump disse também que o atual diálogo entre a Casa Branca e autoridades mexicanas, sobre a ameaça do presidente de impor tarifas a produtos do México por causa da questão da imigração ilegal, continuará nesta quinta-feira.

Segundo Trump, "muito progresso" foi feito nas conversas de ontem, mas o México ainda precisa "chamar a responsabilidade para si". "Algo muito dramático pode acontecer nos próximos dias", disse ele.  

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