Patrick Semansky/ AP
Patrick Semansky/ AP

Trump fala em ‘se dissociar’ da China

Presidente dos Estados Unidos, porém, não explica como isso ocorreria, já que os dois países têm economias muito interligadas

O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2020 | 05h00

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 7, que dissociar as economias dos Estados Unidos e da China não traria prejuízos. “Estamos pensando nisso, não haveria perdas”, disse, em pronunciamento em comemoração ao feriado norte-americano do Dia do Trabalho. Trump, contudo, não deixou claro o que quis dizer exatamente nem como esse processo aconteceria na prática.

Sobre o impasse entre democratas e republicanos no Congresso em torno de um novo pacote fiscal, considerado fundamental para os EUA seguirem no enfrentamento à crise econômica trazida pela covid-19, o presidente afirmou que a oposição não quer um acordo sobre o tema.

Para eles, quanto pior o país estiver, melhor”, afirmou, em referência à corrida eleitoral. “Joe Biden e Barack Obama espionaram minha campanha em 2016. Vamos ver como será este ano”, disparou.

Joe Biden, vice-presidente na gestão Barack Obama, é o candidato do Partido Democrata à presidência nos Estados Unidos neste ano. Os americanos vão às urnas no próximo dia 3 de novembro.

Donald Trump voltou a comentar que os chineses estão comprando volumes expressivos de produtos agrícolas do país. “A China está comprando mais milho e soja americanos do que nunca”, disse ele, em coletiva de imprensa. 

O país asiático se tornou um dos principais compradores do mercado de grãos dos EUA, especialmente como forma de cumprir com os compromissos assumidos no âmbito da primeira fase do acordo comercial, firmado entre as duas potências em janeiro deste ano.

Além do acordo, a recuperação do rebanho de suínos da China, dizimado pela peste suína africana, vem aumentando a necessidade de importação de grãos para uso em ração animal. 

Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) informou que no período de cobertura do relatório semanal de exportações, exportadores americanos venderam 1,093 milhão de toneladas de soja e 1,227 milhão de toneladas de milho para o gigante asiático. 

Separadamente, ao longo da semana, foram relatadas outras vendas de 1,192 milhão de toneladas de milho e 440 mil toneladas de soja para os chineses. Desde o começo de julho, a China comprou mais de 9 milhões de toneladas de milho dos EUA. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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