Tasos Katopodis/Getty Images/AFP
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Trump põe socorro bilionário em risco e pede mudanças em projeto

Texto havia sido aprovado com urgência pelo Congresso na última segunda-feira; republicano pede auxílio de US$ 2.000

Redação, O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2020 | 22h57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na noite desta terça-feira, 22, que o Congresso norte-americano fizesse uma emenda no pacote de socorro aprovado pelos parlamentares um dia antes, descrevendo a lei aprovada como "uma desgraça" e sugerindo que ele poderia não assinar a ajuda de US$ 900 bilhões.

Em um vídeo postado em sua conta no Twitter, o presidente, que termina seu mandato no mês que vem, pediu que os parlamentares aumentassem o auxílio de US$ 600 para US$ 2.000 e descreveu itens do projeto aprovado ontem como "desperdícios". O presidente não mencionou, no entanto, que o valor de US$ 600 havia sido sugerido pelo seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, conforme lembra o jornal Washington Post

Trump disse ainda que o pacote tem muitos pontos que não estão relacionados com a covid-19 e inclui pagamentos a imigrantes ilegais.

O Congresso norte-americano aprovou na noite da última segunda-feira, 21, o pacote de estímulo de US$ 900 bilhões para socorrer famílias e empresas que têm tido prejuízos econômicos e de saúde causados pela pandemia do novo coronavírus.

Ainda que o estímulo que passou no Congresso tenha metade do tamanho de uma lei aprovada em março, que ditava as suas principais disposições legislativas, ele é considerado um dos mais importantes pacotes de auxílio da história dos Estados Unidos.

Entre as medidas esperadas pelos americanos, em um momento em que Trump deixa o poder e o democrata Joe Biden assume a Casa Branca, está a reedição de um auxílio-desemprego suplementar para milhões de desempregados, com US$ 300 por semana durante 11 semanas e uma rodada de pagamentos de US$ 600 para adultos e crianças.

O texto também prevê uma série de estímulos fiscais e medidas, como a suspensão de cobranças inesperadas por serviços médicos. O montante, no entanto, é considerado insuficiente, dado o tamanho do desafio que a economia dos Estados Unidos tem pela frente.

O presidente eleito Biden já havia dito que este projeto de lei é apenas o começo e que um alívio maior, especialmente para os governos estaduais e locais, virá depois. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS e 'THE NEW YORK TIMES'

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