TST manda trabalhar 50% dos funcionários dos Correios

Trabalhadores devem manter o contingente mínimo de 50% dos empregados em cada unidade da empresa

Da Redação,

04 de julho de 2008 | 19h21

No final da tarde desta sexta-feira (4), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) concedeu liminar determinando que a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) mantenha o contingente mínimo de 50% dos empregados em cada unidade da empresa, para garantir os "serviços inadiáveis e de interesse público", sob pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento da ordem judicial. O TST marcou para a próxima segunda-feira, 7, às 9h, audiência de conciliação entre as partes. Veja também:Contas devem ser pagas em dia apesar de greve, diz Procon Nesta sexta-feira, 4, a greve dos Correios colocou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e o presidente da empresa, Carlos Henrique Custódio, em uma situação constrangedora. Ambos foram cobrados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Costa e Custódio estavam no Palácio do Planalto, participando da cerimônia do lançamento de um programa de venda de computadores portáteis a professores, no qual os Correios participam como parceiro. Em seu discurso, Costa disse que a empresa estava empenhada no programa.  "Será que ele (Costa) não sabe que os Correios estão em greve?", perguntou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estava ao seu lado, segundo relato de fotógrafos que estavam próximos. Dilma apenas pôs a mão na cabeça. Quando, após o discurso, Hélio Costa voltou a se sentar, Lula fez a pergunta direta para o ministro: "Você não sabia que os Correios estão em greve?" O ministro apontou para o presidente dos Correios, que estava na platéia, e respondeu: "É com ele, presidente." Lula, então, abriu os braços e perguntou para Custódio: "E aí?" Constrangido, Custódio não respondeu.  A cobrança não chegou a ser pública. As conversas só foram ouvidas por quem estava mais próximo do presidente.  Mais tarde, questionado sobre a cobrança de Lula, Costa minimizou o fato, afirmando tratar-se apenas de uma brincadeira. Ele disse também esperar que a greve seja encerrada na terça-feira, pois na segunda-feira haverá uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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