TST retoma audiência sobre greve nos Correios nesta terça

Caso não haja acordo, presidente do Tribunal sorteará relator para decidir se paralisação é abusiva

Gerusa Marques, da Agência Estado,

14 de julho de 2008 | 18h59

O Tribunal Superior do Trabalho retoma nesta terça-feira, 15, a audiência de conciliação entre os funcionários e a direção da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) na tentativa de pôr fim à greve que já chega a duas semanas. Se não houver acordo, o presidente do TST, Rider de Brito, sorteará relator para o processo e marcará a data de julgamento do pedido em que a ECT pede que a greve seja declarada abusiva. Na segunda-feira da semana passada, Rider de Brito propôs o encerramento da paralisação e se dispôs a intermediar a negociação entre as partes e todas as reivindicações dos grevistas, mas a proposta foi rejeitada pelas assembléias dos funcionários. A assessoria da ECT diz que a empresa não irá apresentar qualquer contraproposta até a decisão do TST, enquanto o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Manoel Cantoara, afirma, por sua vez, que a greve está mantida. A paralisação completou 14 dias nesta segunda, atingindo 21 Estados e o Distrito Federal, com adesão, segundo a ECT, de 18% do total de 108 mil funcionários e de 27% considerando a categoria dos carteiros, que são 53 mil. De acordo com balanço da ECT divulgado nesta segunda, nas duas semanas de greve 108 milhões de correspondências ainda não foram entregues, representando 36% dos 300 milhões de correspondências postadas desde 1º de julho, quando foi iniciada a paralisação. No caso das encomendas, das 7,3 milhões postadas desde o dia 1º, pouco mais de 5%, significando 350 mil, não chegaram ao destinatário.  Protesto Nesta manhã, cerca de 500 trabalhadores da ECT reuniram-se em frente à catedral de Brasília e partiram em passeata rumo ao Palácio do Planalto, onde realizaram um ato público. O objetivo da manifestação era que uma comissão dos grevistas seja recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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