Tucuruí pára por 15 dias para ativar nova turbina

A Hidrelétrica de Tucuruí, que socorreu a região Nordeste com 1.300 MW de energia durante o período do racionamento, vai parar completamente sua geração por aproximadamente 15 dias, em outubro deste ano. Com isso, cinco grandes indústrias eletrointensivas da região Norte e a população do Pará, do Maranhão e de parte do Estado de Tocantins terão de ser abastecidas pela energia gerada em outras regiões, o que demandará cerca de 2.200 MW. Essa será a primeira vez, desde a sua inauguração em 1984, que a usina deverá interromper completamente o funcionamento de suas 12 turbinas, que geram em média 3.000 MW. A paralisação da produção de energia será feita para permitir a entrada em operação da primeira das 11 turbinas da fase de expansão de Tucuruí. Para que as águas cheguem à nova barragem, que está sendo concluída, o lago que abastece a usina deverá ser reduzido a um nível inferior ao mínimo necessário (52 metros) para a geração. Isso será feito, explica o assistente da gerência de Tucuruí, Tenysson Matos Andrade, exatamente em um momento em que termina a estação seca e começam a chegar as àguas das primeiras chuvas. Nesse período, é possível recompor rapidamente o nível do reservatório e, segundo Andrade, garantir a retomada do pleno funcionamento da usina, desta vez com 13 turbinas. Ele explicou que essa interrupção somente será viável porque as previsões para este ano são de que os reservatórios que abastecem as hidrelétricas nas demais regiões estarão com um limite de armazenamento suficiente para permitir a geração e o repasse de energia para a região Norte. "Se fosse um ano de racionamento, Tucuruí não poderia inaugurar a nova turbina", comentou. O presidente Fernando Henrique Cardoso deverá presenciar, na próxima sexta-feira, a conclusão de mais uma etapa de montagem da 13ª turbina da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. A previsão é de que a turbina entre em funcionamento em dezembro deste ano, aumentando a geração da usina em 375 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de dois milhões de habitantes. A programação da Eletronorte é ampliar a potência de Tucuruí, dos atuais 4.125 MW, para 8.370 MW até abril de 2006, com a entrada em operação de 11 novas turbinas.CronogramaDe acordo com o cronograma da Eletronorte, a 14ª turbina estaria pronta em março de 2003, a 15ª em agosto do mesmo ano e as demais entrariam em funcionamento a cada quatro meses. A montagem da 13ª turbina terminará em novembro deste ano, quando já estarão instalados o eixo e o rotor. Toda a obra está orçada em US$ 1,1 bilhão e já foram gastos US$ 560 milhões. A entrada em operação da nova turbina deverá reduzir o custo da energia produzida por Tucuruí de US$ 21,94 o MW/h para US$ 20,22 o MW/h. Além de presenciar a descida da roda, o presidente deverá vistoriar a obra de ampliação e assinar 72 convênios com prefeitos locais para o desenvolvimento de projetos sociais.

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