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'Tudo o que conseguimos nesse um ano de governo Temer está sendo perdido'

Para Zeina Latiff, economista-chefe da XP Investimentos, há um potencial muito grande de piora da economia nos próximos dias em decorrência da gravidade da denúncia contra Michel Temer

Francisco Carlos de Assis, Broadcast

18 de maio de 2017 | 05h00

A economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, disse em entrevista ao Broadcast que há um potencial muito grande de piora da economia nos próximos dias em decorrência da gravidade da informação de que o presidente Michel Temer teria sido gravado comprando o silêncio do deputado Eduardo Cunha, em gravação feita pelo empresário Joesley Batista, da JBS.

Na avaliação da economista, o mercado, que já vinha enfrentando dificuldades para traçar cenários em decorrência das incertezas políticas, terá um grau ainda maior de desafio para fazer suas projeções.

"Há um potencial de piora do mercado muito forte a partir de amanhã. O mercado vinha apostando numa melhora de cenário aliada à expectativa de que a reforma da Previdência seria aprovada, mas agora não há mais espaço para isso", disse a economista, reiterando que o mercado ficará sem parâmetro e que poderá haver uma debandada de investidores do Brasil para não voltar tão cedo. "Vai ocorrer uma destruição de riquezas nos próximos dias e tudo o que conseguimos nesse um ano de governo Temer está sendo perdido", afirmou Zeina.

Ativos. O fundo  EWZ, que acompanha o principal índice de ações brasileiro, e as ações da Petrobrás despencaram em Wall Street depois da notícia de que o presidente Michel Temer teria dado aval para compra do silêncio de Eduardo Cunha. As quedas foram um prenúncio de que a quinta-feira deverá ser um dia difícil para os ativos brasileiros nas bolsas no exterior

O EWZ, como é conhecido o principal fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) do Brasil em Nova York despencava 11,3% no after hours de Wall Street, por volta das 21h30. 

Já a Petrobrás também operava em forte queda no mercado after hours da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) no final da noite desta quarta-feira, 17. Um dos American Depositary Receipt (ADR), recibo que representa ações da companhia brasileira, da petroleira despencava 11,1% por volta das 22h20.


 

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