Tudo porque ele trocou os livros pelos aromas

Inspirado em antigas tradições da Provence, sua terra natal e berço do perfume na França, um estudante de literatura resolveu comprar um velho alambique e fabricar óleos essenciais de alecrim. Foi assim, em 1976, que Olivier Baussan, então com 23 anos, deu início à L"Occitane.

Perfil: L?Occitane, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

O nome é uma referência a uma antiga província que cobria o sul da França, o nordeste de Espanha e o norte de Itália. A ideia era misturar tradições e ingredientes do Mediterrâneo na criação de produtos para cuidados pessoais e para a casa.

Os vidrinhos de óleos essenciais começaram a ser vendidos em feiras da região. Quatro anos mais tarde, já estavam nas prateleiras da primeira loja da marca, na cidade de Volx. No fim dos anos 80, com o aumento do volume de vendas, a empresa teve de abrir uma fábrica na cidade vizinha Manosque, a única do grupo até hoje.

Baussan também fez viagens pelo mundo à procura de novos ingredientes. As árvores de karité ele descobriu em Burkina Faso, no oeste da África. Com o ingrediente, criou um hidratante para as mãos, que acabou se transformando no campeão de vendas da empresa. Nas contas da L"Occitane, a cada dez segundos, uma bisnaga do hidratante é vendida no mundo.

Nos anos 90, Baussan vendeu parte da companhia para o empresário austríaco Reinolf Geiger, que levou a marca para além das fronteiras francesas. Hong Kong recebeu a primeira loja em terras estrangeiras. Nova York veio em seguida. E pouco a pouco a imagem da marca, associada aos campos de lavanda da Provence, se globalizou. Está em 85 países do mundo e registrou no ano passado um faturamento mundial de 700 milhões.

Ancorada em conceitos como sustentabilidade, bem-estar e valorização dos produtores regionais, a marca francesa conseguiu unir o apelo ecológico ao cosmético de luxo.

Na abertura de capital da empresa, a demanda dos investidores individuais superou em mais de 100 vezes a oferta de ações reservada para esse público, segundo o Financial Times. Reinolf Geiger continua com o controle da empresa. Baussan, o fundador, é hoje o diretor artístico da marca. Aos 57 anos, é responsável pelos desenhos retrô das embalagens dos produtos da marca.

Fundada há mais de 30 anos por um estudante de literatura, marca francesa conseguiu unir o apelo ecológico ao cosmético de luxo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.