Turbulência não afastou IED do Brasil, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 14, que mesmo no período de maior turbulência da crise econômica internacional o Brasil não deixou de receber Investimento Externo Direto (IED). "De janeiro a março nós já temos, anualizado em 12 meses, US$ 65 bilhões (em IED)", declarou o ministro em Brasília.

RICARDO DELLA COLETTA, LAÍS ALEGRETTI E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

14 de maio de 2014 | 12h01

Ele pontuou ainda que o Brasil tem sido um dos países que mais recebem investimentos externos diretos e que o País é um mercado "privilegiado" para esse tipo de aporte, por ter uma economia "sólida". "Nossa solidez pode ser vista pelo volume de reservas (internacionais)", avaliou Mantega.

O ministro destacou ainda que a dívida externa brasileira de curto prazo está entre as menores do mundo. "A participação dos estrangeiros na nossa dívida pública é pequena, em torno de 17%", disse. De acordo com Mantega, mesmo na crise não houve redução na participação de estrangeiros na dívida brasileira, o que mostra que os estrangeiros "confiam e têm lucro na compra de títulos brasileiros".

Mantega participa nesta quarta-feira de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para falar sobre a compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena (EUA). Em março, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelou que a presidente Dilma Rousseff, que à época da compra era ministra da Casa Civil, apoiou a transação. Como justificativa para sua decisão, ela afirmou que se baseou em um resumo executivo "falho", que omitia cláusulas importantes do contrato. O ministro da Fazenda também aborda na audiência de hoje a crise econômica internacional e o rebaixamento, pela agência Standard & Poor''s, da classificação de risco do Brasil.

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