finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Turbulência não muda projeções para o 2º semestre

A turbulência no mercado financeiro por causa da crise no setor imobiliário americano ainda não alterou as projeções feitas pelos analistas das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o segundo semestre. ''''A crise, por enquanto, está na bolsa'''', avalia o analista do Unibanco Marcio Kawassaki. Segundo ele, para afetar o resultado das empresas neste ano é preciso saber se o nervosismo é passageiro ou não.Mas ele destaca que os fundamentos da economia brasileira estão bastante sólidos. A atividade econômica está aquecida; a inflação, controlada; e os juros, em queda, avaliam analistas. Eles destacam que muitas consultorias estão revisando para cima as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB), além de esperarem novos cortes na taxa básica de juros. Com a Selic em queda, o crédito deve continuar em alta e pressionar o consumo.Por esses fatores, as projeções do mercado apontam para bons resultados das empresa no segundo semestre. No setor de consumo, diz Kawassaki, o avanço do crédito e o aumento do salário mínimo em maio devem surtir efeito positivo nos balanços das companhias. Ele cita as Lojas Renner como exemplo de companhia que deve continuar com desempenho positivo nos próximos trimestres. Isso porque a empresa está com uma estratégia agressiva de abertura de lojas, que se tem traduzido em ganho de participação no mercado. O analista da Brascan Corretora Rodrigo Ferraz também acredita que os setores de mineração e siderurgia vão apresentar resultados positivos no segundo semestre do ano. Os analistas destacam que um avanço da crise teria impacto, primeiramente, nos setores voltado ao mercado externo, já que haveria retração da demanda internacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.