Turbulência nos EUA derruba bolsas e Bovespa cai mais de 3%

Inflação e crise imobiliária levam tensão aos mercados; na Europa, bolsas operam em queda acentuada

Agência Estado,

15 de julho de 2008 | 10h52

As principais bolsas de valores da Europa e da Ásia registraram queda nesta terça-feira, 15, devido ao temor gerado pela turbulência no sistema financeiro dos Estados Unidos. A notícia de que o governo norte-americano anunciou medidas para ajudar as maiores empresas de hipotecas do país, Freddie Mac e Fannie Mae, não conseguiu apaziguar os mercados. Por aqui, a Bovespa abriu em queda e já perdia 3,15%  às 11h09, aos 58.805 pontos.   Veja também: Governo dos EUA adota medidas ousadas para ajudar agências Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira As grandes crises econômicas    Na Ásia, a bolsa de Seul perdeu 3,16%, para 1.509 pontos, enquanto a bolsa de Sydney perdeu 2,14%, aos 4.815 pontos. Xangai recuou 3,43%, Taiwan despencou 4,51% e Cingapura registrou desvalorização de 2,53%. O índice Nikkei, do Japão, teve perda de 2%.   Os principais mercados acionários da Europa também operam em queda acentuada nesta terça, refletindo as contínuas preocupações dos investidores com o setor financeiro. Às 10h50 (de Brasília), a Bolsa de Frankfurt liderava a queda na Europa, com recuo de 2,36%, seguida por Londres (2,34%) e Paris (1,90%).   No Reino Unido, a taxa de inflação atingiu nível recorde em junho, conforme levantamento do Escritório Nacional de Estatísticas divulgado nesta terça. O índice de preços ao consumidor subiu 0,7% em junho ante maio e 3,8% em comparação a junho do ano passado, a maior taxa anual desde que os números começaram a ser compilados em janeiro de 1997 e o segundo mês consecutivo em que a inflação ficou mais de um ponto porcentual acima da meta do BoE, de 2%.   Os preços mais elevados de energia e dos alimentos continuaram a puxar os preços ao produtor norte-americano em alta em junho. O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês, e que mede a inflação no atacado) subiu para 1,8% em junho, superando a expansão de 1,4% registrada em maio. O núcleo do PPI, que exclui a oscilação dos preços de energia e alimentos, avançou para 0,2%, a mesma variação de maio.   Outra notícia ruim desta manhã veio da GM, que anunciou corte de dividendos aos acionistas, corte de bônus aos executivos e ainda deu alerta de prejuízo expressivo no segundo trimestre. A montadora está se esforçando para resistir à forte crise que atinge o mercado dos Estados Unidos.

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