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Turbulências podem favorecer Brasil, crê Mantega

As turbulências nos mercados globaispoderão antecipar a concessão do grau de investimento ao Brasilpor agências de classificação porque os investidores tenderão aficar mais seletivos e priorizar economias que apresentem menorrisco. A avaliação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega, quetambém afirmou nesta sexta-feira que a recente alta do dólarfrente ao real deve "acalmar" alguns setores da economia. Para Mantega, o nervosismo dos mercados não deve perdurar.Mas, caso isso ocorra, o Brasil "tem muita bala na agulha" paraenfrentar a situação. Ele destacou as reservas internacionais elevadas --quedeixam o país "a cavaleiro" para enfrentar cenário de escassezde recursos-- e afirmou que o país é hoje um destino seguropara investimentos. "Passada a turbulência, os capitais vão procurar fazerinvestimentos mais seguros nos países sólidos e certamente hojeo Brasil está entre eles", disse Mantega a jornalistas naentrada do ministério. "Talvez até faça com que o ''investmentgrade'' chegue mais rapidamente." O ministro evitou comemorar a valorização do real, masafirmou que o movimento poderá contentar alguns setores. "Eu não aposto na turbulência para melhorar o câmbio noBrasil, mas é claro que o câmbio (dólar) subiu e deve teracalmado alguns setores que reclamavam do câmbio (real)valorizado", afirmou. A moeda norte-americana subiu 1,3 por cento, para 1,952real. Na semana, o dólar acumulou alta de mais de 2 por cento. Mantega avaliou ainda que, por enquanto, não é possívelfalar em crise, já que as tensões nos mercados não atingiram aeconomia real. Ele voltou a frisar que as turbulências não afetarão apolítica monetária brasileira, que é pautada pelo comportamentoda inflação. "Como a inflação está abaixo do centro da meta,não há nenhuma razão para mudança de política monetária." Os bancos brasileiros também estão sólidos, acrescentouMantega. "Acredito que eles não estão com o crédito ''subprime'',que é o crédito imobiliário norte-americano de segunda linha."

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