Turismo doméstico deve crescer pelo sétimo ano consecutivo

O turismo doméstico vem crescendo há seis anos consecutivos e deve continuar na mesma toada em 2002, com crescimento de cerca de 30% no número de passageiros transportados no ano em relação ao ano passado, segundo estimativa da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) São Paulo. O dólar elevado é, certamente, um dos fatores que estimulam esse crescimento, porque as viagens ao exterior ficam mais caras e o País se torna um destino mais atraente para o turista estrangeiro. Porém, o dólar alto é só um entre os três fatores mais importantes desse crescimento, segundo o presidente da Abav-SP, Amauri Caldeira. "O aumento da oferta de destinos e atrações no Brasil e também os investimentos em infra-estrutura também contam", afirmou Caldeira. "O dólar é só o terceiro fator. Ele não atrapalha tanto assim, até porque o turista que escolhe viajar para o exterior faz o planejamento com certa antecedência. Não é uma alta repentina do dólar que o faz desistir", explica. Segundo ele, nos últimos anos surgiram no País novos parques temáticos, complexos turísticos, hotéis e também vários aeroportos e estradas foram reformados. "Do ponto de vista da infra-estrutura, o turista brasileiro está sendo bem atendido", diz. Ele estima, por exemplo, que o investimento em novos hotéis, só em São Paulo, alcançará US$ 6 bilhões entre 1998 e 2003. Outro fator que estimula o turista a conhecer o Brasil é o preço em queda. "Em função de mais possibilidades de destinos, da concorrência maior, os preços estão em conta. Isso acontece também com as companhias aéreas", argumenta Amauri Caldeira. No caso da aviação comercial doméstica, a recente alta de 8,25% das tarifas tem sido compensada, segundo ele, pelos gordos descontos nas chamadas tarifas cheias. "É o resultado também de um setor que tem alta competitividade", resume.

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