Turismo é destaque na economia catarinense

Com crescimento de 10% previsto para este ano, arrecadação com o turismo atinge 12%[br]do PIB do Estado

Júlio Castro, FLORIANÓPOLIS, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

Com o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH 0,863) e a segunda maior expectativa de vida do País (71,9 anos), Santa Catarina surge como o principal roteiro turístico dos últimos anos no Brasil. E a vocação turística cresce na medida em que os indicadores revelam o setor como um dos mais promissores de sua economia.

Proporcionalmente à temporada 2009, o faturamento com o turismo em 2010 deve crescer 10%, como antecipou o secretário de estado, cultura, turismo e esporte, Valdir Walendowski.

Dados da pasta informam que arrecadação com o turismo deve superar R$ 10 bilhões de 2009, o equivalente a 12% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense. A estimativa está baseada em pesquisas elaboradas por técnicos da universidade britânica Oxford apresentadas no Congresso Internacional de Viagens e Turismo, realizado no fim no ano passado, em Florianópolis.

Com seus 500 quilômetros de praias, realçadas por lagoas, rios, montanhas e segmentos da Mata Atlântica, o Estado tem 50% dessa arrecadação vinda do fator indutor "sol e praia". "Nosso desenvolvimento turístico se concentra na faixa litorânea, porém ele induz uma grande demanda na maioria de nossas regiões.

Um turista argentino, por exemplo, que entra no Estado pelo oeste, já vem gastando até seu destino", pondera Walendowski, acrescentando que 80% dos mais de 21 milhões de turistas chegam ao Estado anualmente por via terrestre. Desse número, 95% são viajantes internos e os outros 5%, estrangeiros, 71% deles da Argentina.

O fluxo argentino, aliás, segundo Walendowski, diminuiu em 2010 em relação a temporadas passadas. A demanda foi compensada por chilenos, bolivianos, uruguaios e paraguaios. "Na média, esse turista gasta cerca de 30% a mais que o turista nacional." Segundo o secretário, não existe em Santa Catarina grandes investimentos em hotéis. A ocupação de leitos na última temporada foi de cerca de 65%.

Essa referência de movimentação turística está perdendo espaços para os grandes investimentos imobiliários. De acordo com Walendowski, a construção de imóveis em altíssimo padrão no litoral catarinense segue uma tendência constante. Eles são destinados a "turistas" que, se não compram, alugam por temporada. "É o turista se tornando proprietário de imóveis em Santa Catarina", define.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.