Dida Sampaio/Estadão
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Turismo é uma fonte de crescimento no curto prazo, diz Levy

O ministro da Fazenda afirmou que o Brasil precisa saber utilizar melhor as suas vantagens competitivas; substituição de importações é outra possibilidade

Daniela Amorim, Idiana Tomazelli e Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2015 | 15h49

RIO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou hoje que o Brasil precisa saber utilizar melhor as suas vantagens competitivas para poder criar fontes de crescimento no curto prazo. "As duas mais óbvias são turismo e substituição de importações", apontou Levy, durante o seminário Reavaliação do Risco Brasil, promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo ele, o turismo pode ser um fator de crescimento do País num prazo relativamente curto. O ministro acrescentou ainda que já há muitos setores com procura por fornecedores locais e atividades em que o País já é competitivo, como a aviação. Para Levy, o Brasil já tem uma posição bastante forte na aviação e o acordo com a Suécia ainda pode trazer vantagens. 

"Um setor que cresceu bastante foi o da energia eólica. Obviamente ele teve inserção da indústria mecânica e aeronáutica muito forte, que é uma indústria que está dentro da nossa fronteira de conhecimento. Então desenvolvê-la é bastante positivo", avaliou.

O País deverá escolher setores em que tenha capacidade de competir. Para o desenvolvimento dessas diferentes áreas, será necessário capital humano. Mas o Brasil tem uma base muito favorável em relação à maior parte dos países, afirmou.

"O próprio setor do petróleo no Brasil, se houver flexibilização de algumas regras, pode ser bastante competitivo, mesmo com o preço do petróleo em baixa", lembrou Levy.

Condições políticas. Levy disse ainda que todos já entenderam a necessidade de fazer o ajuste na economia no curto prazo, e que falta agora criar as condições políticas para realizar as medidas propostas e entregar os resultados.

"A gente só precisa de um pouco de ambição e, o que é finalmente fundamental, fazer certos acertos institucionais que permitam à economia funcionar com menos atrito e mais previsibilidade", defendeu.

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