INGO WAGNER/EFE/EPA
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Turismo marítimo cresce e cruzeiros viram cidades flutuantes

Com capacidade para 4,180 mil passageiros, nova embarcação de luxo Anthem of the Seas oferece atrações a hóspedes que vão desde parque de diversões até simulador de paraquedismo

Arlene Satchell, Sun Sentinel

23 Fevereiro 2015 | 16h36

Cerca de 23 milhões de passageiros devem viajar em navios de cruzeiro em 2015, informou na semana passada a Cruise Lines International Association (CLIA). Isso significa um aumento de cerca de um milhão de passageiros, em relação a 2014, quando 22,1 milhões de passageiros viajaram de cruzeiro, segundo o Relatório Anual do Estado da Indústria dos Cruzeiros da organização. 

Com a economia americana fortalecida, o dólar valorizado, o aumento na confiança do consumidor e a adição de novos portos de parada e novos destinos exóticos como a Ásia, as reservas para cruzeiros estão sendo impulsionadas. Para se ter uma ideia, o segmento espera uma demanda mais forte esse ano, pois 61% das agências de viagem norte-americanas com certificação da CLIA informaram um aumento nas vendas de pacotes em relação ao ano anterior.

Os consumidores, por sua vez, terão também mais opções para escolher em 2015, pois as linhas que participam da associação devem lançar 22 novas embarcações para navegação oceânica, em rios e outros destinos especiais. Isso representa um investimento de mais de US$ 4 bilhões e 20 mil leitos adicionais para a indústria.

Entre os novos navios à disposição, estará o Anthem of the Seas, da Royal Caribbean International, que partirá em abril da Grã-Bretanha com escala em Cape Liberty, Nova Jersey. A embarcação acompanha a tendência de 'cidades flutuantes' nos navios de cruzeiros, em virtude da grande capacidade de passageiros – 4.180 – e das variadas opções de lazer e esporte, que vão desde parque de diversões, até um simulador de paraquedismo. Além disso, o navio oferece diversas opções de restaurantes, cassinos, shows, dentre outras atrações.

Com capacidade para 4.300 passageiros, o Norwegian Escape, da Norwegian Cruise Line, também acompanha a tendência do mercado e deve partir de Miami em novembro com destino ao Caribe.

"As novas embarcações serão de diferentes tamanhos e contarão com recursos distintos”, disse Adam M. Goldstein, presidente da CLIA e diretor executivo e presidente da Royal Caribbean Cruises Ltd., com sede em Miami. “O fenômeno dos cruzeiros em rios está obviamente num momento de alta, e os navios maiores continuam a atrair bastante o interesse do público.” 

“Esse ano se mostrará outro passo adiante para toda a indústria conforme nossos membros continuam a se esforçar para tornar os cruzeiros a melhor experiência de férias possível”, disse Goldstein.

Eis abaixo algumas das tendências que estão se configurando para este ano, de acordo com a CLIA.

Cruzeiros especiais: este segmento terá demanda expressiva em 2015, disse a CLIA. Os cruzeiros especiais tiveram crescimento anual de 21% entre 2009 e 2014.

Mercado: o Caribe continuará sendo o principal destino dos cruzeiros, recebendo 35,5% dos leitos disponíveis nesse mercado. A Europa recebe 11%, o Mediterrâneo recebe 20%, Austrália/Nova Zelândia recebem 6% e a Ásia recebe 6% de todos os leitos. “O Caribe reina no segmento dos cruzeiros e é um mercado muito importante.” Isso é boa notícia para os portos no sul da Flórida, como os de Everglades e Miami, de onde parte a maioria dos cruzeiros com destino à região.

Variedade de cruzeiros: o importante não é escolher o maior navio. Esse ano, o foco dos passageiros não será tanto no tamanho, e sim o design único e os confortos de bordo.

Inovações de bordo: o desejo dos passageiros de se manterem conectados às mídias sociais está levando os cruzeiros a acrescentar inovações tecnológicas como sinal wifi e celular de popa à proa. Os cruzeiros estão também acrescentando inovadoras opções de entretenimento e jantar para manter as alternativas interessantes para os passageiros de segunda viagem e atrair a geração do milênio. / Tradução de Augusto Calil 

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